Cotidiano

Para evitar novo colapso, Santa Casa restringe cirurgias sem risco e atendimento no pronto-socorro

A Santa Casa de Campo Grande informou nesta sexta-feira (28) que suspendeu as cirurgias e procedimentos que não colocam em risco a vida dos pacientes e evitar novo colapso, e a restrição de atendimento de urgência e emergência do pronto-socorro. A decisão foi devido a limitação do estoque de materiais para as cirurgias e medicamentos. […]

Mariane Chianezi Publicado em 28/08/2020, às 18h46 - Atualizado em 29/08/2020, às 10h39

Santa Casa de Campo Grande. (Foto: Arquivo)
Santa Casa de Campo Grande. (Foto: Arquivo) - Santa Casa de Campo Grande. (Foto: Arquivo)

A Santa Casa de Campo Grande informou nesta sexta-feira (28) que suspendeu as cirurgias e procedimentos que não colocam em risco a vida dos pacientes e evitar novo colapso, e a restrição de atendimento de urgência e emergência do pronto-socorro. A decisão foi devido a limitação do estoque de materiais para as cirurgias e medicamentos.

De acordo com a nota divulgada à imprensa, o estoque dos materiais estão em nível crítico e para “pressionar” regulação para outros hospitais, tanto em Campo Grande como de pacientes do interior, limitou os atendimentos para as demandas citadas. Sendo o maior hospital do estado, a Santa Casa chegou a entrar em colapso no último mês devido a grande demanda de pacientes.

A suspensão então será para os procedimentos cirúrgicos que não representem risco imediato de vida ou de função aos pacientes e atendimento no pronto-socorro aos casos de urgência e emergência.

“O consumo desses estoques se elevou exponencialmente nos últimos meses, desde que a instituição passou a atuar como hospital retaguarda, diante da necessidade de atendimento aos pacientes graves provenientes dos outros hospitais da rede SUS, principalmente do Hospital Regional, que restringiu a assistência aos casos da Covid-19”, disse em trecho de nota.

A Santa Casa, por meio da diretoria técnica, já teria informado oficialmente os órgãos de Saúde do Município e Estado sobre a restrição nos atendimentos e afirmou que irá monitorar os pacientes emergenciais. “No entanto, assim que os quadros clínicos estiverem estabilizados, os pacientes deverão necessariamente ser transferidos para outros locais de atendimento para a continuidade do tratamento, conforme normativas vigentes”, finalizou.

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