Cotidiano

Número de internados triplicou em MS e Campo Grande tem 105% de ocupação de leitos

O coronavírus tem se espalhado cada vez mais no território de Mato Grosso do Sul e já são 108,5 mil infectados desde o início da pandemia. O número de novos casos tem aumentado a cada dia e nesta quarta-feira (9) chegou ao pico de 1.314 novos registros em apenas 24 horas. Com cada vez mais […]

Mylena Rocha Publicado em 09/12/2020, às 12h00 - Atualizado às 16h53

(Foto: Divulgação/Gov MS)
(Foto: Divulgação/Gov MS) - (Foto: Divulgação/Gov MS)

O coronavírus tem se espalhado cada vez mais no território de Mato Grosso do Sul e já são 108,5 mil infectados desde o início da pandemia. O número de novos casos tem aumentado a cada dia e nesta quarta-feira (9) chegou ao pico de 1.314 novos registros em apenas 24 horas. Com cada vez mais infectados, o número de internados também sobe e a taxa de ocupação de leitos na macrorregião de Campo Grande chega a 105%. Em menos de um mês, o número de internados quase triplicou em MS.

Dados apresentados pela SES (Secretaria de Estado de Saúde) mostram que o Estado tem 615 pacientes internados. Destes 375 estão em leitos clínicos (219 públicos e 156 privados) e 240 em leitos de UTI (Unidade de Terapia Intensiva), dos quais 160 estão em leitos públicos e 80 em privados. 

A secretária adjunta de Saúde, Christinne Maymone comenta que o número praticamente triplicou em menos de um mês em MS. No dia 11 de novembro, havia 206 pacientes internados no Estado. Nesta quarta-feira (9), o número chega a 615 internados, um aumento de 198,5%.

“Nós praticamente triplicamos o número de casos, é muito rápido o avanço do vírus. Precisamos usar a máscara e não participar de aglomeração, não vá em festas nestes próximos 15 dias, temos que ter muito cuidado, rigor e responsabilidade com nossas escolhas”, diz.

No epicentro da doença em MS, a macrorregião de Campo Grande tem uma taxa de ocupação global de 105% dos leitos. A secretária adjunta explicou que os 5% a mais são de pacientes em leitos não habilitados, custeados pela SES e secretarias municipais. 

“Os 5% acima da capacidade representam em leitos Covid ainda não habilitados pelo Ministério da Saúde, mantidos financeiramente até que saiam habilitações, pelas secretarias municipais e estadual de saúde, que dividem a conta. Os dados podem divergir do painel Mais Saúde em razão do horário em que foi feita a publicação. Lembrando que a gente tira o censo no dia anterior, às 19 horas”, informou Maymone.

Jornal Midiamax