Cotidiano

Maternidade confirma atraso de salário de médicos por falta de repasse da prefeitura

A Maternidade Cândido Mariano confirmou o atraso de salários de médicos na unidade, nesta quarta-feira (22), porém explicou que o hospital está passando por dificuldades financeiras por falta de repasses do poder público estadual, federal, e em específico, da Prefeitura de Campo Grande pelo pagamento mensal da contratualização municipal. Em nota, a unidade informou que […]

Karina Campos Publicado em 22/04/2020, às 14h55 - Atualizado às 18h22

(Foto: Arquivo Midiamax)
(Foto: Arquivo Midiamax) - (Foto: Arquivo Midiamax)

A Maternidade Cândido Mariano confirmou o atraso de salários de médicos na unidade, nesta quarta-feira (22), porém explicou que o hospital está passando por dificuldades financeiras por falta de repasses do poder público estadual, federal, e em específico, da Prefeitura de Campo Grande pelo pagamento mensal da contratualização municipal.

Em nota, a unidade informou que desde o ano passado os repasses estão sendo feitos com atrasos e se agravou nos últimos meses. A verba da contratualização da prefeitura deveria ser depositada no dia 10 de cada mês, e até ontem (21), não havia sido feito. O valor do custo é de R$ 315 mil.

” A solução encontrada foi usar o recuso disponível para pagar 50% do valor da folha médica, que já estava em atraso. Vale lembrar que desde meados de 2019, os diretores da Maternidade têm buscado insistentemente negociar com município e o Estado a correção e aumento dos recursos do SUS (Sistema Único de Saúde). A diretoria também visitou alguns políticos, de vereadores à senadores, indo até à Brasília, capital Federal do Brasil, e conseguiu junto a esses parlamentares os recursos de emendas que amenizaram a situação do Hospital no final do ano passado e início deste ano”.

Ainda segundo a nota, os recursos adquiridos das emendas parlamentares acabou e o hospital voltou a sofrer com a crise.

Conforme a denúncia, os médicos do hospital estão a 6 meses recebendo pagamentos em atraso. “Neste momento o desespero e total. Já está vencido mês de abril, nem mesmo previsão de quando será depositado o restante e quando será pago o salário de abril. Total desrespeito Saímos das nossas casas, corremos riscos nesta Pandemia. não estamos sendo tratados dignamente. Estamos preocupados, porque isso já está gerando estresse entre todos, não sabemos que direção tomar”, disse uma funcionária, que preferiu nao se identificar.

A reportagem do Jornal Midiamax entrou em contato com a assessoria de comunicação da prefeitura, mas não recebeu retorno ate a publicação deste material.

Jornal Midiamax