Cotidiano

Incêndios já devastaram área de quase 4 milhões de hectares do Pantanal em 2020

O fogo incontrolável que atinge o Pantanal brasileiro já devastou área de 3.9 milhões de hectares do bioma, área pouco menor que o estado do Rio de Janeiro. Desse total, 1,8 milhão na parte que fica em Mato Grosso do Sul. Os dados são do Lasa (Laboratório de Aplicações de Satélites Ambientais do Departamento de […]

Gabriel Maymone Publicado em 08/10/2020, às 09h53 - Atualizado às 16h03

Área próxima à Reserva Particular de Patrimônio Natural Morro do Azeite, em MS. (Foto:: CBMMT)
Área próxima à Reserva Particular de Patrimônio Natural Morro do Azeite, em MS. (Foto:: CBMMT) - Área próxima à Reserva Particular de Patrimônio Natural Morro do Azeite, em MS. (Foto:: CBMMT)

O fogo incontrolável que atinge o Pantanal brasileiro já devastou área de 3.9 milhões de hectares do bioma, área pouco menor que o estado do Rio de Janeiro. Desse total, 1,8 milhão na parte que fica em Mato Grosso do Sul. Os dados são do Lasa (Laboratório de Aplicações de Satélites Ambientais do Departamento de Meteorologia da UFRJ – Universidade Federal do Rio de Janeiro). A área destruída representa 26% do bioma até o momento.

Conforme os dados, 1 milhão de hectares foram devastados em menos de um mês. No relatório do dia 16 de setembro, três semanas atrás, o total devastado era de 2,9 milhões de hectares, sendo 1,1 milhão em MS.

Em uma semana, o total devastado foi de 516 mil hectares, ou seja, média diária de 73,6 mil hectares. É como se uma área comparável ao tamanho de Salvador queimasse por dia.

Pantanal em chamas

Com o avanço do fogo e o grande número de queimadas florestais, os bombeiros de Mato Grosso do Sul receberam reforço esta semana de homens da Força Nacional.

Além disso, militares do Paraná e Santa Catarina já estão no Estado auxiliando as equipes locais no combate aos incêndios. De acordo com as Força Armadas, já atuam na região pantaneira: sete aeronaves na Marinha, Polícia Militar de Minas Gerais e de mato Grosso do Sul e Ibama (Instituto Brasileiro do Meio Ambiente e dos Recursos Naturais), que ajudam no reconhecimento e transporte de água aos focos de queimada de difícil acesso.

Desde o início da semana, mais 150 combatentes entre fuzileiros navais, bombeiros, brigadistas e voluntários atuam nas regiões da Br-262, Serra do Amolar, Jatobazinho, Serra Negra, Fazenda Bodoquena, Fazenda Santa Tereza e Fazenda Santa Clara.

Jornal Midiamax