Pelo menos dois do particular de , distante a 300 quilômetros de Campo Grande, testaram positivo para o novo coronavírus, o Covid-19. Eles auxiliariam o atendimento de Eleuzi Nascimento, de 64 que morreu na tarde desta terça-feira (31), no Hospital da Cassems, em Dourados.

A confirmação veio através do secretário da SES (Secretaria de Estado de Saúde), Geraldo Resende, que durante entrevista coletiva na governadoria, explicou que os profissionais da saúde passam bem e estão em isolamento domiciliar.

Eleuzi havia contraído a doença depois de manter contato com uma de suas duas irmãs, também acima dos 60 anos, que testou positivo para Covid-19 após chegar recentemente da Bélgica. As duas irmãs estão isoladas e recebendo acompanhamento médico.

Na coletiva, o secretário detalhou que a vítima além de contrair o coronavírus, também tinha em seu quadro clínico uma pneumopatia grave, termo utilizado para se referir a uma infecção pulmonar causada.

Eleuzi deu entrada no hospital em Nova Andradina no último dia 16 de março e permaneceu até o dia 23, quando teve melhora e foi liberada. Entretanto, no dia 24 de março, ela retornou ao hospital com sintomas graves do coronavírus e como o hospital não tinha ventiladores respiratórios, foi transferida para o Hospital da Cassems, em Dourados.

Em nota, a Cassems informou que prestou todos os atendimentos necessários a paciente. Também destacou que as unidades hospitalares em todo o estado estão capacitadas para atendimento adequado aos pacientes e que os EPIs foram utilizados seguindo rigorosamente as determinações das autoridades sanitárias. Veja nota na íntegra:

A Caixa de Assistência dos Servidores do Estado de – Cassems, informa que em 31 de março, tivemos o primeiro óbito de uma paciente com caso confirmado de COVID-19 em nossa rede hospitalar, no município de Dourados. No dia 16 de março, a paciente de 64 anos, com quadro de doença crônica respiratória, deu entrada no Hospital Cassems de Nova Andradina e foi atendida seguindo os protocolos orientados pelo Ministério da Saúde e pela Organização Mundial da Saúde (OMS), o que inclui o uso adequado de EPI (Equipamentos de Proteção Individual).

Ainda no mesmo dia, por estar sintomática e trazer detalhe de comunicante recém egresso de viagem ao continente europeu, a equipe do Hospital Cassems de Nova Andradina prestou assistência à beneficiária em leito de terapia semi-intensiva (que possui aparelhos de respiração mecânica) e notificou a Vigilância Epidemiológica da Secretaria de Estado de Saúde sobre o caso, solicitando a testagem para a COVID-19.

No dia 17 de março, foi recebida a devolutiva da Vigilância Epidemiológica reportando que o caso em questão não preenchia os critérios de notificação vigentes àquela altura. Vale lembrar que nesta data não havia confirmação da transmissão comunitária no Brasil.

Mesmo não sendo autorizado o teste pelos critérios da vigilância, a paciente permaneceu internada sob cuidados da equipe hospitalar no período de 16 a 23/03, quando a beneficiária recebeu alta com orientações médicas.

Dia 24 de março, retornou ao hospital sendo internada e submetida aos exames recomendados pelos protocolos médicos. No dia 25 de março, houve agravamento do quadro respiratório, sendo necessária a transferência para o hospital Cassems de Dourados, que conta com suporte de maior complexidade (Unidade de Terapia Intensiva).

Reafirmamos que as unidades hospitalares da Cassems em todo o estado encontram-se plenamente capacitadas para o atendimento adequado aos pacientes e que os EPIs foram utilizados seguindo rigorosamente as determinações das autoridades sanitárias.

(Matéria editada às 17h05 do dia 01/04 para acréscimo da nota da Cassems)