Cotidiano

Consórcio Guaicurus deixou passageiros sem ônibus durante feriadão, denunciam lojistas

Mais uma denúncia contra o Consórcio Guaicurus, que teria deixado os passageiros sem ônibus em Campo Grande no feriadão de Corpus Christi.

Guilherme Cavalcante Publicado em 15/06/2020, às 10h33 - Atualizado às 20h21

(Foto Marcos Ermínio)
(Foto Marcos Ermínio) - (Foto Marcos Ermínio)

O Consórcio Guaicurus volta a ser alvo de reclamações e denúncias. Desta vez, por deixar os passageiros sem ônibus em Campo Grande durante o feriadão da semana passada.

Segundo nota de repúdio da CDL (Câmara dos Dirigentes Lojistas) nesta segunda-feira (15), houve redução na frota adotada nos feriados de quinta-feira (11) e sábado (13), mesmo com autorização municipal para o comércio funcionar.

Conforme a entidade, levantamento preliminar apontou prejuízo de 15% no faturamento que poderia ocorrer nas datas.

No entanto, segundo o presidente da CDL, Adelaido Vila, a Prefeitura e a Agetran (Agência Municipal de Transporte e Trânsito) tinham sinalizado para que o funcionamento das linhas fosse igual ao dos dias normais.

A Agetran é a agência responsável pela fiscalização do serviço de ônibus, mas se tornou até alvo de denúncia por suspeita de, junto com a Agereg, supostamente favorecer os empresários do Consórcio.

Passageiros sem ônibus, comércio sem clientes

“Porém, isso não aconteceu. O Consórcio Guaicurus ignorou essa ordem e como resultado, não só clientes tiveram dificuldade em se deslocar à região central, como os próprios trabalhadores foram prejudicados”, denuncia Adelaido.

Conforme ele, a população ainda acabou exposta a risco em plena pandemia de coronavírus.

“As linhas reduzidas proporcionaram mais insegurança na pandemia, porque os ônibus acabaram circulando mais cheios. Abrir as portas no feriado foi uma conquista frustrada, porque, acreditamos que os lojistas não conseguirão nem pagar funcionários”, apontou Vila.

Tabela de domingo aos sábados

Além disso, o presidente diz que, desde a reabertura do comércio em Campo Grande, a circulação das linhas aos sábados tem sido equivalente a domingos, com frota reduzida e passageiros sem ônibus.

“Todo sábado tem sido um sofrimento recorrente para o setor, porque era um dia em que a gente conseguiu ter um bom faturamento. Acreditamos que exista uma engrenagem e que no período da crise tudo precisa funcionar, mas está faltando essa peça do transporte”, declarou.

A nota oficial de repúdio está disponível no site da CDL.

Jornal Midiamax