Cotidiano

Com superlotação, pacientes aguardam mais de 10 dias por cirurgia ortopédica na Santa Casa

Familiares e pacientes internados na Santa Casa de Campo Grande reclamam de estar aguardando há mais de 10 dias por cirurgia ortopédica. Recentemente, hospital alertou que vive ‘caos’ por encaminhamentos inadequados e superlotação nos setores. Sem querer se identificar, a filha de uma idosa de 70 anos disse que a mãe está há dias esperando […]

Karina Campos Publicado em 02/10/2020, às 17h41 - Atualizado às 17h54

(Foto: Divulgação: Santa Casa)
(Foto: Divulgação: Santa Casa) - (Foto: Divulgação: Santa Casa)

Familiares e pacientes internados na Santa Casa de Campo Grande reclamam de estar aguardando há mais de 10 dias por cirurgia ortopédica. Recentemente, hospital alertou que vive ‘caos’ por encaminhamentos inadequados e superlotação nos setores.

Sem querer se identificar, a filha de uma idosa de 70 anos disse que a mãe está há dias esperando pelo procedimento cirurgia após sofrer uma fratura. Ainda não há expectativa de fazer a cirurgia. “Eles alegam que não tem vagas, mas minha mãe está a mais de 10 dias com o braço quebrado. Ela está sofrendo com dores”, lamenta.

Um funcionário, que também não quis preservar a identidade relata que tem mesmo pacientes internados com fraturas graves estão aguardando, alguns desde o dia 22 de setembro. “A Santa Casa está sem medicação, sem insumos, sem serviço de anestesia. Os médicos e enfermeiros parecem com salário atrasado. ”

Em nota, o hospital explicou que diariamente realizando, em médica, 23 cirurgias ortopédicas, e 47 pacientes estão aguardando procedimento, sendo acompanhados constantemente pela equipe médica com uso de medicação e exames de imagens para controle de evolução da fratura.

“O tempo de espera, nos casos menos graves, deve-se ao aumento da demanda de pacientes mais graves que dão entrada no Pronto-socorro e, também, ao fato do hospital estar com baixo nível no estoque de medicamentos e insumos. Outra situação que tem influenciado nos procedimentos, é a falta de sangue e demais concentrados no Hemosul. Os pacientes só entram em campo cirúrgico, com a garantia da reserva de sangue”, ressalta.

Sobre o pagamento de profissionais da saúde, a unidade explicou que os salários do primeiro semestre já foram quitados, porém dos do mês de julho, agosto e setembro estão em atraso pela falta de emissão de Nota Fiscal dos médicos e enfermeiros. Em setembro, cerca de 88% dos profissionais não emitiram notas ou enviaram o documento.

Renúncia do presidente

Durante a pandemia de coronavírus, a Santa Casa passou a atender todas as demandas que não relacionavam a doença, como um suporte aos outros hospitais do Estado que atuam na linha de frente, por conta disso, acabou superlotando os setores.

Recentemente, o até então presidente da unidade, Heber Xavier e o diretor de finanças adjunto, José de Oliveira Souza, renunciaram aos cargos, na sexta-feira passada (25).

Jornal Midiamax