Cotidiano

Com capacidade reduzida dentro dos ônibus, passageiros reclamam de frota limitada em Campo Grande

Com a capacidade reduzida para 70% dentro dos ônibus em Campo Grande, os passageiros relatam que além de ter dificuldade para conseguir entrar nos veículos, têm notado que a frota está limitada nas ruas. A copeira Euridice dos Santos, de 61 anos, disse que ao Jornal Midiamax que, antes da pandemia, o bairro em que […]

Mariane Chianezi Publicado em 12/12/2020, às 06h54 - Atualizado em 13/12/2020, às 08h05

Foto: Leonardo de França, Midiamax
Foto: Leonardo de França, Midiamax - Foto: Leonardo de França, Midiamax

Com a capacidade reduzida para 70% dentro dos ônibus em Campo Grande, os passageiros relatam que além de ter dificuldade para conseguir entrar nos veículos, têm notado que a frota está limitada nas ruas.

A copeira Euridice dos Santos, de 61 anos, disse que ao Jornal Midiamax que, antes da pandemia, o bairro em que ela mora contava com duas linhas, ‘A’ e ‘B’ para o terminal, mas depois que a situação diante do coronavírus piorou, muita coisa mudou no transporte.

Com capacidade reduzida dentro dos ônibus, passageiros reclamam de frota limitada em Campo Grande
Euridice | Foto: Leonardo de França, Midiamax

“Moro no Santa Emília, tinha duas linhas, Depois da pandemia agora tem só uma. Como os ônibus estão muito cheios, preciso esperar no ponto porque passam todos lotados. É um sofrimento, vai cheio para o terminal”, disse.

Obrigados a fornecerem álcool em gel nos veículos, os passageiros pontuam também que a qualidade do material é duvidosa.

“Os ônibus continuam lotados e com um álcool em gel de péssima qualidade. Pego o 061 em horário de pico e a única coisa que tem é o pessoal usando máscara, porque distanciamento social, não tem, não”, disse a professora Eva Maria da Silva, de 35 anos.

Márcia da Silva, de 45 anos, trabalha como diarista e já cansou de contas as vezes em que precisou completar o trajeto pagando corrida em aplicativo de mobilidade. “A qualidade do nosso transporte é péssima. Eu pego 5h15 a linha 510 (Parque do Sol) e quando chego no centro e preciso pegar outro para chegar ao trabalho, preciso pagar Uber para chegar porque o ônibus já passou”, disse.

Devido às novas regras do transporte público, os passageiros estão precisando entrar nos ônibus pela porta da frente no terminal e a maior reclamação de Carol Ramos, de 20 anos, é muitas vezes precisar desembolsar dois passes para chegar ao trabalho. “Pago um passe para ir ao terminal e quando desço no terminal preciso pagar outro”, reclamou.

Capacidade reduzida

Conforme o decreto publicado em edição extra do Diogrande (Diário Oficial de Campo Grande) na última semana, o transporte coletivo deve operar com 70% da capacidade, das 5h às 23h.

Há um mês, a prefeitura havia liberado a capacidade máxima de passageiros nos ônibus, assim como a integração nos terminais. Antes, era permitido 50% da capacidade dos passageiros em pé.

Outra decisão, foi a de suspender os passes livres dos idosos e estudantes de Campo Grande. Segundo o prefeito Marquinhos Trad (PSD), a cada 10 usuários do transporte público, cerca de 4,7 são usuários da gratuidade. A medida foi estabelecida para esvaziar os ônibus.

Outras medidas

Decreto publicado na tarde desta sexta-feira (4) em edição extra do Diogrande oficializou o início do toque de recolher às 22h a partir da próxima segunda-feira (7). Esta é uma das mudanças sugeridas em recomendação do MPMS (Ministério Público do Estado de Mato Grosso do Sul) para frear a curva de contágio da Covid-19. Mais cedo, a prefeitura adiantou algumas medidas que seriam tomadas.

Serviços essenciais, como postos de combustíveis, farmácias e entrega via delivery, podem operar mesmo durante as restrições noturnas, que vão até as 5h. Todos os estabelecimentos públicos devem operar com no máximo 40% da capacidade, incluindo igrejas e templos religiosos em geral.

  • Eventos esportivos e campeonatos, bem como qualquer tipo de aglomeração como rodas de tereré e narguilé, estão proibidos.
  • Assembleias e reuniões laborais estão permitidas desde que observem os protocolos de biossegurança.
  • Os shoppings centers podem manter o horário normal de operação, das 10h às 22h. O comércio em geral está autorizado a operar entre 8h e 21h.
  • Estabelecimentos não listados no decreto devem também respeitar as regras sanitárias.

Qualquer medida prevista no texto que for descumprido levará à responsabilização com base nos artigos 268 e 330 do CP (Código Penal), sem prejuízo de outras sanções previstas no Código Sanitário do Município.

Jornal Midiamax