Cotidiano

Centro deserto: no 1º dia de restrições apenas desavisados circulam em Campo Grande

No primeiro dia de restrições do comércio, o centro de Campo Grande amanheceu deserto. Neste sábado (18), apenas desavisados do decreto circulavam pela 14 de Julho. Ao contrário do comum, uma das principais ruas comerciais da Capital está praticamente vazia, sem movimento de carros, consumidores ou até lojas abertas. Como medida de enfrentamento ao coronavírus, […]

Dândara Genelhú Publicado em 18/07/2020, às 09h39 - Atualizado às 09h59

Rua 14 de Julho, parte da obra prevista no (Foto: Henrique Arakaki, Midiamax".
Rua 14 de Julho, parte da obra prevista no (Foto: Henrique Arakaki, Midiamax". - Rua 14 de Julho, parte da obra prevista no (Foto: Henrique Arakaki, Midiamax".

No primeiro dia de restrições do comércio, o centro de Campo Grande amanheceu deserto. Neste sábado (18), apenas desavisados do decreto circulavam pela 14 de Julho.

Ao contrário do comum, uma das principais ruas comerciais da Capital está praticamente vazia, sem movimento de carros, consumidores ou até lojas abertas. Como medida de enfrentamento ao coronavírus, a Prefeitura de Campo Grande proibiu comércios não essenciais de atenderem de forma presencial durante os finais de semana.

Assim, sem saber dos detalhes do decreto, Lauro Rodrigues, de 59 anos, estava esperando uma loja de departamento abrir para pagar um carnê de compras. “Estava esperando porque vi na porta o horário de funcionamento, não tem nenhum aviso aqui sobre o decreto”, destacou.

Centro deserto: no 1º dia de restrições apenas desavisados circulam em Campo Grande
Lauro estava aguardando o horário de funcionamento normal das lojas.
Foto: Henrique Arakaki | Midiamax.

Lauro só foi informado que a loja não abriria após abordagem da equipe de reportagem do Jornal Midiamax. O homem trabalha na no setor de construção civil e a obra atual possui cerca de 90 pessoas envolvidas. Assim, a empresa decidiu não realizar os trabalhos neste final de semana, para evitar aglomerações.

Também desavisado, Josias Maciel dos Santos, 33 anos, estava aguardando a abertura de uma loja de eletrodomésticos. “Eu vim comprar um celular”, disse o homem, que deve retornar para casa sem o aparelho novo.

Josias chegou antes do horário descrito na loja, para atendimento, porém também não encontrou nenhum aviso sobre o decreto ou o novo período de funcionamento. Ele destacou que o comércio deveria ter mais atenção aos consumidores e adotarem alguma forma de aviso.

Serviços essenciais

Sentado em um dos bancos da 14, Lucas Recaldi, 27 anos, esperava a noiva terminar um tratamento odontológico. Lucas sabia do decreto e já tinha a certeza de que poderiam ser atendidos na clínica.

Centro deserto: no 1º dia de restrições apenas desavisados circulam em Campo Grande
Lucas aguardava a noiva realizar uma consulta. Foto: Henrique Arakaki | Midiamax.

Para respeitar a quantidade de pessoas permitidas dentro do espaço, Lucas nem chegou a entrar no consultório. Enquanto aguardava o atendimento da noiva, reparou o cenário diferente da rua comercial.

O rapaz destacou que o centro está vazio e até comemorou, pois segundo ele “fica mais fácil de estacionar na 14”, que costuma ser cheia aos sábados convencionais. Então, para aproveitar a saída de casa, Lucas e a noiva devem passar em um mercado de frios após a consulta.

Serviços como mercados, padarias e açougues foram considerados como essenciais e estão autorizados a atender presencialmente. Ainda tem dúvidas? Confira como funcionam os serviços comerciais em Campo Grande neste final de semana. 

Jornal Midiamax