Cotidiano

Campo Grande teve 13 mortes por síndrome respiratória em 2020, mas só 1 ligada a Covid-19

Campo Grande já contabiliza 13 óbitos em decorrência de SRAG (Síndrome Respiratória Aguda Grave), um dos sintomas do novo coronavírus, entre março e abril de 2020. O número é maior que o mesmo período de 2019, quando 11 mortes foram registradas. De acordo com a Sesau (Secretaria Municipal de Saúde), dos 13 óbitos registrados no […]

Guilherme Cavalcante Publicado em 03/06/2020, às 10h26 - Atualizado às 14h35

Barreira sanitária no Aeroporto Internacional de Campo Grande. (Foto: Divulgação)
Barreira sanitária no Aeroporto Internacional de Campo Grande. (Foto: Divulgação) - Barreira sanitária no Aeroporto Internacional de Campo Grande. (Foto: Divulgação)

Campo Grande já contabiliza 13 óbitos em decorrência de SRAG (Síndrome Respiratória Aguda Grave), um dos sintomas do novo coronavírus, entre março e abril de 2020. O número é maior que o mesmo período de 2019, quando 11 mortes foram registradas.

De acordo com a Sesau (Secretaria Municipal de Saúde), dos 13 óbitos registrados no período citado em 2020, 7 deles ocorreram no mês de março, 4 em abril e 2 em maio. Destes, apenas um caso de março estava associado à Covid-19, causada pelo novo coronavírus. Ano passado, dos 11 óbitos no intervalo correspondente, foram 3 em março, 2 em abril e 6 em maio.

Apesar do baixo crescimento, o número de notificações mais que dobrou, segundo apontou a Sesau. De acordo com a URR (Unidade de Resposta Rápida), os casos confirmados de doenças provocadas pelo vírus da Influenza e outros semelhantes têm se mantido estáveis.

Ou seja: a pandemia do novo coronavírus está diretamente relacionada com a inflação das notificações. “Os profissionais estão mais sensíveis, mas isso não quer dizer que esses pacientes internados estão com Covid-19”, informa a Sesau.

Causadores de SRAG

Além do novo coronavírus, causador da Covid-19, as síndromes respiratórias e gripais podem ser provocadas por vários micro-organismos, dentre eles, os vírus da influenza (H1N1, H3N2 e H2N3) e adenovírus.

Segundo a Sesau, a pandemia gera uma preocupação maior nos profissionais, e, por isso, há mais notificações. A maioria é para descartar qualquer suspeita de coronavírus. Os casos de SRAG têm aumentado também em relação ao ano anterior, mas não tão significativamente quanto às notificações.

Vale lembrar que, em março desse ano, o Ministério da Saúde criou uma plataforma para acompanhar e notificar todos os casos de síndromes gripais, a fim de tentar detectar previamente paciente que pudessem ser suspeitos de Covid-19, mas que apresentavam um quadro leve da doença. A plataforma aponta que houve aumento nesses casos, mas como síndromes gripais não eram notificadas até o ano passado, fica impossível comparar.

Triagem

Pessoas que apresentem sintomas gripais precisam procurar uma das unidades de saúde para acompanhamento do quadro, o que pode ser feito no Polo de Atendimento de Covid-19, localizado no parque Ayrton Senna.

Pacientes também podem entrar em contato com o Drive Thru para agendamento de coleta de exame para investigar esse vírus e telefonar para o teleatendimento da Sesau – no 2020-2170 – ou procurar uma das unidades de saúde da Capital.

Jornal Midiamax