A arara-canindé resgatada na tarde de domingo (19) por policiais ambientais em Nioaque, a 183 quilômetros de Campo Grande, deu entrada no CRAS (Centro de Reabilitação de Animais Silvestres), na manhã desta terça-feira (21). Com quase todas as penas arrancadas, a ave que foi abandonada, passou por exames clínicos que não constataram nenhuma doença e foi alimentada.

Segundo o médico veterinário responsável técnico do CRAS Lucas Cazatti, pelo tamanho do bico trata-se de uma ave adulta, mas não é possível identificar o sexo e a plumagem  da ave pode demorar ao menos 1 ano para que se restabeleça e ela seja devolvida à natureza.

Os exames também concluíram que a ave teve as penas arrancadas.  “Há casos de aves submetidas a estresse severo que acabam arrancando algumas penas, mas não todas como aconteceu com essa. E também ela não teria como tirar penas da parte de trás da cabeça”, afirmou Lucas.

Ainda conforme o médico, a extração das penas gera muito sofrimento nas aves, já que é um procedimento doloroso e que em três anos esse é o 1º animal nessas condições.

Além disso, ele ressalta que há relatos de extração de penas de animais com plumagem colorida, como araras que são de fácil captura, para usar como enfeites e até em rituais religiosos.