Cotidiano

Advogado pede na Justiça liberdade de preso na Omertà que testou positivo para coronavírus

A defesa do policial federal Everaldo Monteiro de Assis, de 61 anos, preso desde 27 de setembro do ano passado, na primeira fase da operação Omertà, ingressou com uma petição na Justiça pedindo a liberdade provisória dele, depois do diagnóstico positivo para Covi-19, o novo coronavírus. Na petição, é citado que ‘comenta-se que o 3º […]

Karina Campos Publicado em 23/12/2020, às 18h08 - Atualizado às 18h56

(Henrique Arakaki/ Arquivo Midiamax)
(Henrique Arakaki/ Arquivo Midiamax) - (Henrique Arakaki/ Arquivo Midiamax)

A defesa do policial federal Everaldo Monteiro de Assis, de 61 anos, preso desde 27 de setembro do ano passado, na primeira fase da operação Omertà, ingressou com uma petição na Justiça pedindo a liberdade provisória dele, depois do diagnóstico positivo para Covi-19, o novo coronavírus. Na petição, é citado que ‘comenta-se que o 3º Distrito Policial, onde ficam os policiais presos provisoriamente, está ocorrendo um surto de contaminação’.

De acordo com o advogado Odilon de Oliveira Junior, o documento foi enviado para 1ª Vara Criminal de Campo Grande pedindo o Habeus Corpus do cliente que é grupo de risco. “A situação é de risco, pois é um entra e sai de pessoas todos os dias. É uma omissão do Poder Judiciário. Ele testou positivo e outras pessoas também podem estar com a doença”, explicou.

O documento ressalta, além da idade, o fato de que o preso tem hipertensão arterial sistêmica e câncer no olho. Ainda segundo a defesa, durante as visitas na 3° Delegacia de Policia Civil, percebeu-se que o fluxo de pessoas é alto, o que aumenta as chances de contágio da doença.

“No 3º Distrito Policial, onde ficam os policiais presos provisoriamente, está ocorrendo um surto de contaminação, o que deixa em polvorosa os servidores, os presos, visitas e parentes respectivos, além da sociedade em geral. As autoridades competentes, aqui ditas as da Agepen (Agência Estadual de Estabelecimentos Penais), delegacias, Ministério Público e Judiciário, devem se posicionar com extrema sensibilidade em seus atos e decisões. Nessa pandemia, todos são responsáveis por medidas de natureza preventiva”, disse.

A reportagem entrou em contato com o titular da delegacia, Wilton Vilas Boas de Paula, que explicou que a unidade está funcionando conforme as orientações de saúde e em qualquer caso de sintomas, servidores e presos são afastados.

“Durante todo este período da pandemia foram realizadas a desinfecção dos prédios e testes em várias unidades policiais, mesmo que assintomáticos. Uma vez constatada a presença do vírus, o afastamento do servidor também e seguido. Quanto aos presos, mesmo que estes não tenham apresentados sintomas, por cautela, os mesmos também foram submetidos a realização do teste, sendo que um deles testou positivo na data de hoje. Imediatamente o mesmo foi direcionado ao atendimento médico e isolado dos demais presos”, finaliza.

Omertà

O policial, também conhecido como ‘Jabá’, foi preso na operação Omertà, que investiga o uso da estrutura da Polícia Federal e informações privilegiadas da corporação para realizar serviços clandestinos à organizações criminosas. Everaldo teve já teve a medida de liberdade negada pelo STJ (Supremo Tribunal de Justiça), por suspeita de envolvimento com a milícia.

Jornal Midiamax