Cotidiano

Venda de cachorro quente não substitui lanche em escola estadual, diz coordenadora

A suposta troca do lanche diário pela venda de cachorro quente e além das rifas obrigatórias, em uma escola estadual na cidade de Dourados, a 225 quilômetros de Campo Grande, não estaria acontecendo da forma como foi descrita ao Jornal Midiamax, em denúncia feita nesta quarta-feira (8). De acordo com a presidente do colegiado, coordenadora […]

Ana Paula Chuva Publicado em 09/05/2019, às 14h20 - Atualizado às 14h21

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A suposta troca do lanche diário pela venda de cachorro quente e além das rifas obrigatórias, em uma escola estadual na cidade de Dourados, a 225 quilômetros de Campo Grande, não estaria acontecendo da forma como foi descrita ao Jornal Midiamax, em denúncia feita nesta quarta-feira (8).

De acordo com a presidente do colegiado, coordenadora e professora da escola, Liziane dos Santos, a venda de cachorro quente é pontual e não substitui o lanche. “O que foi dito é uma inverdade. Ontem mesmo, nós vendemos o cachorro quente para arrecadar dinheiro para a compra dos presentes para o dia das mães, mas ainda assim servimos o arroz doce que era o lanche do dia”, explica.

Ela conta que existe sim um problema nos recursos enviados para a escola, e que essas ações são justamente para benfeitorias ao local. “O que a secretaria manda de papel e tonner não é suficiente para o bimestre, nós atendemos cerca de 1500 alunos nos três turnos. Todo o dinheiro é revertido para a escola, nós temos inclusive ar condicionado em todas as salas por conta dessas ações”, contou Liziane.

Segundo a coordenadora, toda a ação desta quarta-feira (8), foi discutida durante assembleia da APM (Associação de Pais e Mestres) e após o sim dos pais, foi lavrada a ata e então os responsáveis comunicados. “No dia 6 de abril tivemos a reunião, após o sim dos pais, lavramos a ata e enviamos bilhetes para todos sobre a venda e o valor do cachorro quente, estavam todos cientes e concordaram. Os pais inclusive ajudam a gente quando necessário”, diz.

Sobre as rifas, Liziane ressalta que não há obrigatoriedade nenhuma nem para os alunos menos ainda para os funcionários da escola. “Só existe uma rifa na escola, e é ela é feita todo ano, para a festa junina. A sala que mais vende é premiada também, não há nenhuma coação e ameaça para os professores. Os recursos também são para benfeitoria da escola. Eu por exemplo nunca peguei para vender, e quando o aluno não vende tudo ele pode devolver sem nenhum problema. A gente sabe que tem gente que não quer ajudar, e tudo bem. ”, ressalta.

A escola atende cerca de 1.500 alunos, com uma média de 37 alunos. “Nós temos três turnos, e os alunos ficaram indignados. Não houve substituição de lanche em nenhum deles. Essas ações são pontuais e apenas que há a necessidade. Ainda existem pais que doam resmas de sulfite e ajudam a escola quando precisa. Temos mais de 30 alunos especiais, aqui a gente trabalha com seriedade”, conclui Liziane.

Operação Nota Zero

Nesta quarta-feira (8) a Polícia Federal e a CGU (Controladoria-Geral da União) deflagraram a “Operação Nota Zero” na SED-MS (Secretaria de Estado de Educação) que investiga um suposto esquema de corrupção agindo em licitações na secretaria estadual para fraudar licitações de construção e reforma de escolas estaduais.

Jornal Midiamax