Cotidiano

SAD confirma aprovação de apenas 73 entre 14.370 inscritos e afirma que manterá concurso

O titular da SAD (Secretaria de Estado de Administração e Desburocratização), Roberto Hashioka, confirmou na manhã desta quinta-feira (31) que apenas 73 candidatos, num universo de 14.370 inscritos, foram aprovados para a segunda fase do concurso de mil vagas para professores da REE (Rede Estadual de Ensino). Segundo o secretário, apesar dos protestos dos candidatos, […]

Guilherme Cavalcante Publicado em 31/01/2019, às 10h58 - Atualizado em 01/02/2019, às 10h25

Segundo Hashioka, concurso será mantido (Foto: Mylena Rocha | Midiamax)
Segundo Hashioka, concurso será mantido (Foto: Mylena Rocha | Midiamax) - Segundo Hashioka, concurso será mantido (Foto: Mylena Rocha | Midiamax)

O titular da SAD (Secretaria de Estado de Administração e Desburocratização), Roberto Hashioka, confirmou na manhã desta quinta-feira (31) que apenas 73 candidatos, num universo de 14.370 inscritos, foram aprovados para a segunda fase do concurso de mil vagas para professores da REE (Rede Estadual de Ensino).

Segundo o secretário, apesar dos protestos dos candidatos, que pedem anulação do certame, o concurso será mantido. “Realmente, é um número abaixo do previsto, mas o concurso vai continuar. E é bom citar que essa foi a primeira fase, ainda há a prova discursiva. Os aprovados podem diminuir ainda mais”, destacou Hashioka.

O concurso, realizado pela Funrio, tornou-se polêmico após diversas denúncias de irregularidades na aplicação das provas – divididas em questões de português, conhecimento pedagógico e em específicas que dependem da área pretendida pelo candidato. Das 520 questões, 22 foram anuladas e contadas como acerto a todos os candidatos.

“Esse rigor estava previsto no edital. Só seria considerado aprovado o candidato que obtivesse um mínimo de 60% de acertos em cada uma das áreas. Essa era a nota de corte. Levando em conta tudo isso, a prova foi feita e infelizmente só esses 73 atenderam as exigências. O concurso vai ser mantido. Temos que respeitar os candidatos”, complementou Hashioka.

Ainda de acordo com Hashioka, o maior rigor na nota de corte ocorreu porque o concurso exige profissionais qualificados, além de seguir o mesmo padrão de outros certames do Estado. “Existem concursos que pedem mínimo de 50% de acertos, mas o nosso foi maior. O governo paga o melhor salário, então, queremos os profissionais mais qualificados”, destaca.

Déficit e novo concurso

Com menos de 0,5% dos candidatos aprovados para a próxima fase, cuja aplicação da prova será no dia 17 de fevereiro, o déficit de professores na REE continua. Portanto, um novo concurso será realizado, em breve, conforme Hashioka. Uma data, porém, não foi anunciada.

“De fato, continuamos com o déficit de professores. Estamos readequando a rede de ensino, inclusive com o reordenamento de escolas. Mas, como não temos ainda os dados finais da matrícula, não sabemos dizer, ainda, quantos professores temporários serão convocados”, destacou a titular da SED (Secretaria de Estado de Educação), Maria Cecília Amêndola Mota.

Sobre a cobrança de uma nova taxa de inscrição para o novo certame, Hashioka destacou que não haverá isenção. “Todo concurso tem um custo, não pode ser gratuito. infelizmente, foram só 73 aprovados, mas o concurso está válido, ainda. A baixa quantidade de aprovados se deve ao rigor do concurso”

Polêmica

Na tarde da quarta-feira (30), candidatos do concurso protestaram em frente a governadoria pedindo o cancelamento da prova, que foi aplicada em 16 de dezembro. As reclamações são de que a prova foi mal elaborada e que os fiscais estavam mal preparados. Dias após a aplicação do concurso, candidatos organizaram um abaixo-assinado com 5,5 mil assinaturas pedindo a suspensão do certame.

Por meio de nota, a Fetems (Federação dos Trabalhadores em Educação de Mato Grosso do Sul) divulgou que está “analisando o resultado da primeira etapa” do concurso e, após confirmação do número de aprovados, deverá entrar com uma ação pelo cancelamento.

Jornal Midiamax