Cotidiano

MPMS envia recomendações para melhorias no atendimento psiquiátrico em Campo Grande

A promotora de Justiça Filomena Aparecida Depolito Fluminhan, enviou três recomendações à Sesau (Secretaria Municipal de Saúde) de Campo Grande para melhorar os atendimentos na rede psiquiátrica. O município tem entre 30 e 120 dias para enviar o posicionamento sobre acatar ou não o que foi recomendado. Durante reunião realizada na 32ª Promotoria de Justiça […]

Ana Paula Chuva Publicado em 09/09/2019, às 18h08 - Atualizado às 18h25

(Cleber Rabelo, Midiamax)
(Cleber Rabelo, Midiamax) - (Cleber Rabelo, Midiamax)

A promotora de Justiça Filomena Aparecida Depolito Fluminhan, enviou três recomendações à Sesau (Secretaria Municipal de Saúde) de Campo Grande para melhorar os atendimentos na rede psiquiátrica. O município tem entre 30 e 120 dias para enviar o posicionamento sobre acatar ou não o que foi recomendado.

Durante reunião realizada na 32ª Promotoria de Justiça de Campo Grande, a promotora destacou que desde 2015 o crescente número de suicídios no Estado e na Capital chamaram a atenção levando ao pedido de maior atenção das secretarias de saúde – estadual e municipal – aos problemas relacionados a rede de atendimento psicossocial.

A primeira recomendação, conforme informado pela promotora, foi enviada no mês de julho de 2019 e pede que um dos CRSs (Centros Regional de Saúde), seja transformado em mais um CAPS AD-4 (Centro de Apoio Psicossocial Álcool e Droga). Além de propiciar o acolhimento de mais 20 pacientes em mais leitos de observação.

Na última semana foi enviada ao município a segunda recomendação para que sejam implementados 240 leitos psiquiátricos, tendo em vista que Campo Grande conta atualmente com apenas 159 – sendo 65 do SUS (Sistema Único de Saúde) e 94 da rede particular.

E a terceira recomendação pede que seja regularizada a sala de emergência do CAPS-AD 4, localizado na Vila Rosa Pires, com equipamentos faltantes como desfibrilador, prancha de massagem cardíaca, oxímetro. Além da contratação de psiquiatras e alguns profissionais de nível superior.

Agora o município tem entre 30 e 120 para enviar ao MPMS (Ministério Público de Mato Grosso do Sul) a resposta de acatar ou não as recomendações.

Jornal Midiamax