Cotidiano

Moradores denunciam pouca profundidade e MP vai conferir lago do Parque das Nações

Os moradores que integram grupo que tenta cobrar soluções das obras no lago do Parque das Nações se reuniram com promotora do MPMS (Ministério Público Estadual) e órgão afirmou que realizará estudo para avaliar as denúncias. As obras no parque terminaram em agosto, mas o grupo contesta a profundidade do lago, que seria insuficiente. Idealizadores […]

Mariane Chianezi Publicado em 25/09/2019, às 15h53 - Atualizado em 26/09/2019, às 09h18

O andamento dos reparos está sobre a responsabilidade do Imasul que, até o momento, ainda não deu retorno às obras (Foto: Ana Palma, Jornal Midiamax)
O andamento dos reparos está sobre a responsabilidade do Imasul que, até o momento, ainda não deu retorno às obras (Foto: Ana Palma, Jornal Midiamax) - O andamento dos reparos está sobre a responsabilidade do Imasul que, até o momento, ainda não deu retorno às obras (Foto: Ana Palma, Jornal Midiamax)

Os moradores que integram grupo que tenta cobrar soluções das obras no lago do Parque das Nações se reuniram com promotora do MPMS (Ministério Público Estadual) e órgão afirmou que realizará estudo para avaliar as denúncias. As obras no parque terminaram em agosto, mas o grupo contesta a profundidade do lago, que seria insuficiente.

Idealizadores do ‘Amigos do Parque’, afirmam que originalmente o lago tem 4 metros de profundidade e, com o fim das obras, o local não estaria com a profundidade ideal e poderia voltar a assorear e causar alagamento em dias de chuvas intensas na Capital.

Quem recebeu o grupo, foi a promotora Luz Marina, da 20ª Promotoria do Meio Ambiente. Em ata da reunião, a promotora afirmou que solicitaria um termo de execução para avaliar as denúncias feitas pelos moradores, que apresentaram um laudo de constatação.

Conforme o advogado que representa o grupo, Lairson Rui Palermo, as irregularidades apuradas pelo grupo e a demora na entrega do lago, está causando impacto não só no lazer da população, mas também pode causar problemas na saúde das pessoas.

Segundo um dos integrantes do ‘Amigos do Parque’, Alfredo Sulzer, as águas que vão para o lago recebem cursos de várias regiões e quando chega no parque, a água fica contaminada. “Os resíduos que descem já vem contaminados”, disse.

Fim das obras

O desassoreamento do lago no Parque das Nações Indígenas, feito pela Prefeitura, encerrou os trabalhos no mês de agosto e até o momento ainda não houve continuação no processo de abastecimento do lago. O andamento da obra é de responsabilidade do Imasul (Instituto de Meio Ambiente de Mato Grosso do Sul) que, até o momento, ainda não retomou os trabalhos e nem deu prazo para que o enchimento total do lago.

De acordo com a Prefeitura, o lago foi entregue oficialmente ao Imasul (que gerencia o Parque das Nações), para reparos nas paredes de gabião no entorno do espelho d’água e fechamento das comportas. Após isso, em dois dias o lago estará cheio, com 250 mil metros cúbicos de água retidos do Córrego Prosa.

Jornal Midiamax tentou contato com a Semade (Secretaria de Estado de Meio Ambiente e Desenvolvimento Econômico), responsável pelo Imasul, para saber como está o cronograma de trabalho de recuperação do lago, mas até o momento não houve retorno.

Jornal Midiamax