Cotidiano

Sabe como os peixes serão recolocados no lago do Parque das Nações?

O desassoreamento do lago no Parque das Nações Indígenas, feito pela Prefeitura, encerrou os trabalhos no mês de agosto e até o momento ainda não houve continuação no processo de abastecimento do lago. O andamento da obra é de responsabilidade do Imasul (Instituto de Meio Ambiente de Mato Grosso do Sul) que, até o momento, […]

Ana Palma Publicado em 24/09/2019, às 17h31 - Atualizado em 25/09/2019, às 11h06

O andamento dos reparos está sobre a responsabilidade do Imasul que, até o momento, ainda não deu retorno às obras (Foto: Ana Palma, Jornal Midiamax)
O andamento dos reparos está sobre a responsabilidade do Imasul que, até o momento, ainda não deu retorno às obras (Foto: Ana Palma, Jornal Midiamax) - O andamento dos reparos está sobre a responsabilidade do Imasul que, até o momento, ainda não deu retorno às obras (Foto: Ana Palma, Jornal Midiamax)

O desassoreamento do lago no Parque das Nações Indígenas, feito pela Prefeitura, encerrou os trabalhos no mês de agosto e até o momento ainda não houve continuação no processo de abastecimento do lago. O andamento da obra é de responsabilidade do Imasul (Instituto de Meio Ambiente de Mato Grosso do Sul) que, até o momento, ainda não retomou os trabalhos e nem deu prazo para que o enchimento total do lago.

De acordo com o biólogo José Milton Longo, com exceção dos peixes que foram capturados e que deverão ser recolocados no lago, a fauna aquática do local deverá levar um tempo até estabilizar, pois somente com um certo período é que os outros organismos se farão presentes, como o fitoplâncton (conjunto dos organismos planctônicos vegetais), os bentos e outros organismos aquáticos que fazem parte da cadeia alimentar.

Já a flora do entorno não foi afetada e continua a oferecer recurso para a fauna, como flores, frutos e abrigo. “Entretanto a preocupação maior seria mesmo em relação às condições do lago, como a qualidade da água e a oferta de alimentos para os diferentes grupos da comunidade aquática”, diz o biólogo.

Peixe fora d’água

Segundo o biólogo, o desassoreamento foi uma ação necessária, mas o disciplinamento das águas superficiais do entorno e que contribuem para o processo erosivo, deve ser priorizado no contexto da drenagem urbana. “Assim aumentaria a vida útil do lago e ações corretivas como estas não seriam preciso, ou seja, atuar em uma economia de recursos para ter menos impactos no meio ambiente”, afirma.

O lago foi completamente modificado com o esgotamento da água e com isso os animais que dependem deste tipo de ambiente para sobreviver se ausentaram da área, como as aves aquáticas, capivaras e outros organismos.

Para José Longo, o assoreamento já estava levando as alterações do ambiente com a deposição de sedimentos e colonização destas áreas por vegetação. “Sobre a intervenção feita para retirada dos sedimentos visando aprofundar o lago (que é artificial) achei bem pertinente, mas ressalto que as obras deveriam ser realizadas mais rapidamente, para possibilitar um retorno às condições iniciais e assim permitir a volta dos animais e a recolonização da área”, explica José.

Continuação da obra

De acordo com a Prefeitura, o lago foi entregue oficialmente ao Imasul (que gerencia o Parque das Nações), para reparos nas paredes de gabião no entorno do espelho d’água e fechamento das comportas. Após isso, em dois dias o lago estará cheio, com 250 mil metros cúbicos de água retidos do Córrego Prosa.

O Jornal Midiamax tentou contato com a Semade (Secretaria de Estado de Meio Ambiente e Desenvolvimento Econômico), responsável pelo Imasul, para saber como está o cronograma de trabalho de recuperação do lago, mas até o momento não houve retorno.

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