Cotidiano

Removidos de barracos embaixo de ponte recusaram assistência social, diz SAS

As 10 pessoas que viviam embaixo da ponte sobre o Rio Anhanduí, no cruzamento das avenidas Manoel da Costa Lima e Ernesto Geisel, em Campo Grande, recusaram atendimento da SAS (Secretaria Municipal de Assistência Social) com o propósito de resguardar a integridade física e a vida dos moradores. De acordo com a secretaria, as abordagens […]

Ana Paula Chuva Publicado em 14/10/2019, às 14h31 - Atualizado em 15/10/2019, às 08h23

(Marcos Ermínio, Midiamax)
(Marcos Ermínio, Midiamax) - (Marcos Ermínio, Midiamax)

As 10 pessoas que viviam embaixo da ponte sobre o Rio Anhanduí, no cruzamento das avenidas Manoel da Costa Lima e Ernesto Geisel, em Campo Grande, recusaram atendimento da SAS (Secretaria Municipal de Assistência Social) com o propósito de resguardar a integridade física e a vida dos moradores.

De acordo com a secretaria, as abordagens foram realizadas nos dias 7,8 e 9 de outubro, avisando sobre a desocupação nesta segunda-feira (14), para orientar as pessoas que permaneciam ali sobre as obras que seriam realizadas no local e a oferta dos serviços da assistência, que foram recusados.

A SAS ressaltou ainda que o local era utilizado para o uso de drogas, possuindo um grande fluxo de circulação de pessoas, mas sobre os 10 moradores identificados foram enviados relatórios individuais para conhecimentos e providências cabíveis aos órgãos competentes MPMS, Sesau (Secretaria Municipal de Saúde), EMHA (Agência Municipal de Habitação), Sisep, Agehab (Agência de Habitação Popular de MS), CREAS (Centro de Referência Especializado em Assistência Social) Centro e Guanandi.

Desocupação

A desocupação feita na manhã desta segunda, foi designada após uma vistoria foi realizada no local pela 26ª Promotoria de Justiça do Meio Ambiente em Campo Grande, do MPMS (Ministério Público de Mato Grosso do Sul) que emitiu relatórios técnicos produzidos pelo DAEX (Departamento de Apoio as Atividades de Execução).

O MPMS então se reuniu com o superintendente de obras e engenheiro civil da SISEP (Secretaria Municipal de Infraestrutura e Serviços Públicos) onde o cronograma de intervenção, recomendado pelo DAEX, foi apresentado.

Foi realizada então uma reunião com representantes da SAS e da SISEP no dia 26 de setembro onde as abordagens sociais ficaram definidas pelas equipes do Centro POP (Centro de Referência Especializado para a População em Situação de Rua) e SEAS (Serviço Especializado em Abordagem Social) para orientar a população que usava o local como moradia e informando sobre a desocupação, além de informar sobre os riscos que o pontilhão oferece.

A SAS destaca que as equipes técnicas do Centro POP e do SEAS POP realizaram o levantamento dos moradores no local e a situação de cada um vem sendo acompanhada pela assistência social desde o acesso à documentação civil básica até aos programas sociais.

Serviço

Para busca ativa e denúncias o SEAS disponibiliza dois telefones para contato: (67) 98404-7529 ou 98471-8149.

Jornal Midiamax