Cotidiano

Manifesto pretende criar novo ‘cemitério’ no Parque das Nações Indígenas

Cartão postal da cidade, o Parque das Nações Indígenas vem sofrendo com o descaso por conta do assoreamento que tomou conta do lago nos últimos meses, a falta de revitalização e a não iniciativa do poder público. Pensando neste aspecto, um novo manifesto de ambientalistas que farão a instalação de um “falso cemitério” no lago […]

Vinícius Costa Publicado em 18/04/2019, às 16h03 - Atualizado às 17h05

Banco de areia agora também faz parte do cenário do Parque das Nações Indígenas. (Foto: Marcos Ermínio)
Banco de areia agora também faz parte do cenário do Parque das Nações Indígenas. (Foto: Marcos Ermínio) - Banco de areia agora também faz parte do cenário do Parque das Nações Indígenas. (Foto: Marcos Ermínio)

Cartão postal da cidade, o Parque das Nações Indígenas vem sofrendo com o descaso por conta do assoreamento que tomou conta do lago nos últimos meses, a falta de revitalização e a não iniciativa do poder público. Pensando neste aspecto, um novo manifesto de ambientalistas que farão a instalação de um “falso cemitério” no lago está programado para este sábado (20), às 16 horas para chamar a atenção da população.

O manifesto está sendo organizado pelo MPN (Movimento pela Preservação da Natureza) e a iniciativa aconteceu após uma reunião que serviu para definir estratégias de como mobilizar as pessoas. O encontro foi determinante para que fosse instalado o segundo “cemitério” no lago, já que o primeiro aconteceu no ato do abração no mês passado.

“Não iremos parar enquanto o poder público não tomar as devidas providências para reverter esse desastre ambiental”, afirmou o coordenador do movimento, Alfredo Sulzer. No primeiro encontro ainda no mês de março, ele havia afirmado que a intenção era continuar alertando e cobrando as autoridades. “Há vários problemas aqui, o assoreamento é apenas um deles”, contou.

Há um mês, manifestantes conseguiram realizar o ‘abração’ no lago do Parque das Nações – mesmo sem dar a volta completa nos cerca de 1.500 m da margem – a fim de simbolizar a preocupação dos frequentadores com a conservação do espaço. Segundo a organização, ao menos 600 pessoas compareceram para o ato.

Jornal Midiamax