Cotidiano

Greve Geral encerra com passeata no centro de Campo Grande

As manifestações pela Greve Geral continuam no centro de Campo Grande nesta sexta-feira (14). Contra a Reforça da Previdência e os cortes na educação, trabalhadores, estudantes e sindicalistas encerraram a passeata, mas enquanto alguns manifestantes continuam concentrados na Praça Ary Coelho, o movimento começa a dispersar. Uma das manifestantes, Teresa Gomes é do MST (Movimento...

Mylena Rocha Publicado em 14/06/2019, às 12h54 - Atualizado às 12h55

Foto: Minamar Junior
Foto: Minamar Junior - Foto: Minamar Junior

As manifestações pela Greve Geral continuam no centro de Campo Grande nesta sexta-feira (14). Contra a Reforça da Previdência e os cortes na educação, trabalhadores, estudantes e sindicalistas encerraram a passeata, mas enquanto alguns manifestantes continuam concentrados na Praça Ary Coelho, o movimento começa a dispersar.

Uma das manifestantes, Teresa Gomes é do MST (Movimento Sem Terra) e mora num acampamento em Japorã, a 477 km de Campo Grande. Ela conta que chegou na Capital por volta das 5 horas e resolveu protestar contra a Reforma da Previdência.

A estudante Maiara Roberta Sampaio, de 18 anos, diz que protesta por um futuro melhor. “O Governo precisa investir em bolsas, educação, no SUS (Sistema Único de Saúde), ciência, arte e história”, ressalta. Ela ainda diz que os cortes na educação vão prejudicar seu curso, que já não tem recursos essenciais, como materiais.

Maria Lina, de 55 anos, está desempregada há quatro anos e lamenta que poucas pessoas tenham ido à manifestação. “Mais pessoas deveria ter aderido porque todo mundo está sendo impactado. O Governo prega mais armas e menos educação. Que país é este?”. Para Maria, a Reforma da Previdência vai prejudicar apenas os mais pobres.

Greve Geral encerra com passeata no centro de Campo Grande
Foto: Minamar Junior

Greve Geral

Uma data nacional, a Greve Geral começou a gerar impactos na rotina dos moradores da Capital logo cedo. No início da manhã, quem precisa do transporte coletivo para trabalhar foi pego de surpresa e passou por dificuldades para se locomover, com os ônibus em greve.

Enquanto algumas pessoas resolveram aguardar pelo retorno dos coletivos nas ruas, às 8 horas, outros trabalhadores tiveram que apelar para alternativas, como os aplicativos de mobilidade e as caronas solidárias. Apesar de ser uma opção, os usuários dos aplicativos reclamaram dos altos preços com a tarifa dinâmica. Uma viagem que custaria R$ 12, por exemplo, chegou a custar R$ 42.

A CUT-MS (Central Única dos Trabalhadores de Mato Grosso do Sul) comemorou a adesão de servidores e categorias do transporte e construção civil na greve desta sexta-feira (14). Às 9 horas, começou a concentração de trabalhadores e sindicalistas para uma passeata, que percorreu as ruas do centro da Capital.

A expectativa era de reunir 20 mil pessoas e a passeata percorreu a avenida Afonso Pena e as ruas Rui Barbosa, Maracaju, 13 de Maio e encerra a caminhada na Praça Ary Coelho. Entretanto, por conta do calor, a passeata foi adiantada depois de uma mulher passar mal em meio à manifestação.

Jornal Midiamax