Cotidiano

Falta de kits prejudica cirurgias cardíacas no Hospital Regional

A falta de kits cirúrgicos prejudica a realização de cirurgias no HRMS (Hospital Regional de Mato Grosso do Sul). O problema persiste há semanas, apesar do lançamento do Plano Emergencial, para agilizar a compra de medicamentos e insumos para o hospital. A dona de casa Marli dos Santos, de 35 anos, teme pela saúde do […]

Mylena Rocha Publicado em 16/04/2019, às 14h27 - Atualizado às 17h36

O Hospital Regional Rosa Pedrossian (Foto: Divulgação | HRMS)
O Hospital Regional Rosa Pedrossian (Foto: Divulgação | HRMS) - O Hospital Regional Rosa Pedrossian (Foto: Divulgação | HRMS)

A falta de kits cirúrgicos prejudica a realização de cirurgias no HRMS (Hospital Regional de Mato Grosso do Sul). O problema persiste há semanas, apesar do lançamento do Plano Emergencial, para agilizar a compra de medicamentos e insumos para o hospital.

A dona de casa Marli dos Santos, de 35 anos, teme pela saúde do marido Edson Oliveira, que está internado no Hospital Regional há 25 dias. Apesar das promessas sobre a cirurgias, a chegada dos kits cirúrgicos nunca é suficiente para quem está esperando e Edson não consegue ser operado pela falta da ponte de safena.

“O risco é de pegar uma bactéria aqui [no Hospital], até os acompanhantes correm este risco. Desde a semana passada falam que as cirurgias vão começar, mas isso não acontece. A gente quer uma resposta para saber o que está acontecendo”, diz.

Outro acompanhante, que não quis se identificar, afirma que há casos de infecção no hospital. “Todos os dias falam que chegou o kit cirúrgico ou que está chegando, as pessoas estão tendo infecção por causa do acesso que é colocado para tomar medicamento. Ninguém dá uma resposta. Tem um paciente aqui no sexto andar que está com febre desde ontem e hoje está tremendo muito e vomitando, o médico disse que é infecção”.

Em agenda nesta segunda-feira (16), o titular da SES (Secretaria de Estado de Saúde), Geraldo Resende, disse em entrevista ao Jornal Midiamax que houveram diversos avanços no Hospital Regional, como a compra emergencial de insumos, há falta de menos material, e há uma redução de custos com horas extras. Entretanto, o secretário aponta que a situação não vai mudar de uma hora para outra.

“Acredito que houve vários avanços, não é a curto prazo que teremos uma solução mágica para o Hospital Regional. Até o final do ano, teremos muito a comemorar, com as várias ações que estamos fazendo para o Regional”, diz Resende.

Apesar da persistência da falta de insumos no HRMS, os pacientes e acompanhantes ressaltam que algumas coisas mudaram na última semana. Segundo Marli, a reposição dos lençóis está sendo feita e a alimentação no hospital melhorou e agora há variedade de alimentos, diferente de situação denunciada em reportagem, quando o cardápio se resumia a arroz, ovo e repolho.

Plano emergencial

O decreto com o plano emergencial foi publicado no dia 28 de fevereiro. O decreto permite a contratação direta de bens e serviços para a manutenção dos serviços de saúde e dispensa licitação. O plano emergencial tem duração de seis meses e há preferência na tramitação e no pagamento dos processos de contratação de bens e de serviços perante a Superintendência de Gestão de Compras e Materiais da SAD e a Sefaz. O Estado de Mato Grosso do Sul ainda deve buscar parcerias com a União, os Poderes deste Estado, outras Unidades da Federação e os Municípios. “Visando à transferência de conhecimento, tecnologia e de experiência voltados à racionalização das despesas e à otimização dos recursos destinados à saúde”, diz o decreto.

Por nota, a assessoria de imprensa do Hospital Regional, informou que existe uma necessidade de separação entre pacientes que aguardam na fila de espera devido a necessidade de material, e os que aguardam por melhora clinica, para então poder operar.

Ainda conforme o hospital, graças a medida do decreto emergencial, cerca de 50% dos insumos já foram entregues ao HRMS, colocando em normalidade as cirurgias dos pacientes. Devido ao feriado, ocorrerá um atraso nas entregas que também será normalizado na semana que vem.

Jornal Midiamax