Cotidiano

Depois de protestos, ação com doação de sangue quer chamar atenção para agentes de saúde

Depois de protestos em frente à Prefeitura de Campo Grande por melhores condições de trabalho e pelo pagamento da bonificação mensal, os ACS (Agentes Comunitários de Saúde) e ACE (Agentes de Combate a Endemias) resolveram fazer uma ‘Ação do Bem’ para chamar a atenção para a categoria. Cerca de 40 agentes compareceram ao Hemosul nesta […]

Mylena Rocha Publicado em 07/03/2019, às 11h31 - Atualizado em 08/03/2019, às 07h36

Foto: Leitor/WhatsApp Midiamax
Foto: Leitor/WhatsApp Midiamax - Foto: Leitor/WhatsApp Midiamax

Depois de protestos em frente à Prefeitura de Campo Grande por melhores condições de trabalho e pelo pagamento da bonificação mensal, os ACS (Agentes Comunitários de Saúde) e ACE (Agentes de Combate a Endemias) resolveram fazer uma ‘Ação do Bem’ para chamar a atenção para a categoria. Cerca de 40 agentes compareceram ao Hemosul nesta quinta-feira (7) para doar sangue.

Depois de protestos, ação com doação de sangue quer chamar atenção para agentes de saúde
Priscilla foi uma das agentes na doação. (Foto: Leitor/WhatsApp Midiamax)

A agente comunitária de saúde Priscilla Teodoro da Silva conta que compareceram mais trabalhadores do que o esperado e a ação teve resultado positivo. Segundo ela, o objetivo é chamar a atenção para os problemas enfrentados pela categoria.

“Não recebemos nosso reajuste, a Prefeitura tem que nos pagar. A gente liga na Sesau (Secretaria Municipal de Saúde Pública) e falam que não tem previsão, não explicam nada. Aí como os bancos de sangue baixaram por causa do Carnaval, decidimos fazer essa ação e mostrar para a população que somos do bem”, explica. Segundo Priscilla, os agentes recebem R$ 1.044 mensais e com o reajuste, o salário deveria aumentar para R$ 1.250.

O presidente da Associação dos Agentes Comunitários de Saúde e Agentes de Combate a Endemias de Campo Grande e Região, William de Freitas, afirma que a ação quer chamar a atenção para a falta de condições de trabalho. Segundo ele, há anos a categoria enfrenta problemas como falta de uniforme, equipamentos, computador nos postos de saúde e até de caneta.

Freitas acrescenta que agentes deixaram de receber a bonificação mensal, no valor de R$ 500, porque os agentes não sabiam que os relatórios e-SUS, do Ministério da Saúde, e e-Agente, do Governo do Estado, deveriam coincidir. O Jornal Midiamax entrou em contato com a Prefeitura de Campo Grande, mas não recebeu posicionamento até a publicação.

Em nota, a Prefeitura de Campo Grande apenas respondeu que o pagamento está em dia. “Os servidores têm até o dia 15 para receberem o pagamento referente ao mês anterior”.

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