Cotidiano

Contra fechamento de escola, diretora e estudantes protestam na Assembleia

Estudantes e diretora da Escola Estadual Professor Carlos Henrique Schrader, no Jardim Flamboyant, também protestam na Assembleia Legislativa de Mato Grosso do Sul contra o fechamento da instituição de ensino, anunciada na terça-feira (19) pela Secretaria de Educação. A intenção é conseguir apoio dos parlamentares e evitar o fechamento. Em um discurso emocionado, a diretora […]

Mayara Bueno Publicado em 20/11/2019, às 11h29 - Atualizado às 12h33

Estudantes no plenário da Assembleia Legislativa de MS, nesta quarta-feira (20). (Renata Volpe, Jornal Midiamax).
Estudantes no plenário da Assembleia Legislativa de MS, nesta quarta-feira (20). (Renata Volpe, Jornal Midiamax). - Estudantes no plenário da Assembleia Legislativa de MS, nesta quarta-feira (20). (Renata Volpe, Jornal Midiamax).

Estudantes e diretora da Escola Estadual Professor Carlos Henrique Schrader, no Jardim Flamboyant, também protestam na Assembleia Legislativa de Mato Grosso do Sul contra o fechamento da instituição de ensino, anunciada na terça-feira (19) pela Secretaria de Educação. A intenção é conseguir apoio dos parlamentares e evitar o fechamento.

Em um discurso emocionado, a diretora Vanessa Vasconcelos Galvão Miranda contou que recebeu a informação do fechamento diante do número de estudantes, que seria baixo. Ela questiona os critérios para determinação, alegando que a instituição de ensino mantém 427 alunos matriculados e frequentes em oito salas de aula.

Segundo a diretora, 43% deles são indígenas da Comunidade Marçal de Souza e, apesar de não ser integral, boa parte dos estudantes permanece na escola fazendo outras atividades e esportes. A escola municipal que tem na região atende alunos até o 5º ano do ensino fundamental, enquanto a instituição que está para ser fechada vai do 6º ano do fundamental até o 3º ano do ensino médio.

Para atender esta demanda, as mais próximas, sugeridas pela Secretaria de Educação, segundo a diretora, seria Olívio Enciso ou Hérculos Maymone, que ficam, em média, a 1,5 km de distância.

Prestes a encerrar a carreira no magistério, a diretora chorou ao lembrar que escolheu esta posição pensando em fazer a diferença na vida dos alunos, mas foi surpreendida com a notícia do fechamento de uma escola ‘tão importante para quem mora na região’.

Moradora da comunidade Marçal de Souza, Ellen Cristina Vitor de Souza, 17 anos, está no 3º ano do ensino médio. Segundo a estudante, tem alunos do Jardim Noroeste que estuam na escola. O irmão de 16 anos, por exemplo, pratica futsal e chegou às quartas de final junto com o time em um campeonato. Mislene Vieira Gonçalves, de 14 anos, disse que pratica há um ano Badminton e é campeã estadual pela modalidade. Se a escola fechar, a aluna não sabe se vai continuar praticando.

Jornal Midiamax