Cotidiano

Com insalubridade, frentistas de MS temem perder aposentadoria especial após Reforma da Previdência

Frentistas que atuam em postos de combustíveis em Mato Grosso do Sul revelam preocupação com a proposta de Reforma da Previdência, enviada ao Congresso Nacional pelo presidente Jair Bolsonaro (PSL). Segundo o Sinpospetro-MS (Sindicato dos Empregados em Postos de Combustíveis e Derivados de Petróleo de Mato Grosso do Sul), a proposta afeta especialmente trabalhadores que […]

Guilherme Cavalcante Publicado em 08/04/2019, às 13h29

(Foto: Arquivo Midiamax)
(Foto: Arquivo Midiamax) - (Foto: Arquivo Midiamax)

Frentistas que atuam em postos de combustíveis em Mato Grosso do Sul revelam preocupação com a proposta de Reforma da Previdência, enviada ao Congresso Nacional pelo presidente Jair Bolsonaro (PSL).

Segundo o Sinpospetro-MS (Sindicato dos Empregados em Postos de Combustíveis e Derivados de Petróleo de Mato Grosso do Sul), a proposta afeta especialmente trabalhadores que têm direito à aposentadoria especial deviso à natureza da função.

No caso dos frentistas, eles são diariamente expostos a produtos cancerígenos, que trazem insalubridade à profissão devido a alta periculosidade à saúde. “Pela proposta do governo, a mudança vai nos colocar de volta à estaca zero e os nossos trabalhadores serão obrigados as trabalhar mais tempo em ambientes insalubres e de alta periculosidade, contraindo doenças diversas como a ciência já provou”, alerta José Hélio da Silva, presidente do sindicato em MS.

Com insalubridade, frentistas de MS temem perder aposentadoria especial após Reforma da Previdência
Gilson Sá e José Hélio, presidentes do Sinpospetro-MS (Foto: Divulgação)

O diretor da entidade, Gilson da Silva Sá, afirmou que “a mudança será radical, pois o contribuinte será obrigado a bancar uma previdência privada para complementar a sua renda na aposentadoria”. Segundo ele, não só os parlamentares da bancada do Estado, como também os demais deputados e senadores de todos os Estados brasileiros devem atentar para esses fatos na hora de trabalhar o assunto.

José Hélio da Silva também afirma contar com o bom senso dos parlamentares. “Não tem como funcionários de postos de combustíveis, que se contaminam todos os dias com os subprodutos dos combustíveis, muitos deles cancerígenos, trabalharem por um período maior que 25 anos, como as profissões normais de trabalhadores brasileiros, que não sofrem a mesma ameaça à saúde todos os dias”.

Quem se aposentar pelas regras atuais recebe 100% de salário de contribuição. Porém, caso a reforma seja aprovada, a regra será a mesma prevista para as outras aposentadorias: 60% da média salarial mais 2% a cada ano que exceder 20 anos de contribuição. Hoje, a aposentadoria especial garante o benefício integral. Com a reforma, muda tudo, para pior para os funcionários de postos de combustíveis e outras profissões insalubres.

(Com informações da assessoria)

Jornal Midiamax