Cotidiano

Candidatos elaboram documento que apontam ‘irregularidades’ no concurso de professores em MS

Os candidatos do concurso público para professores da REE (Rede Estadual de Ensino de Mato Grosso do Sul) elaboram um documento que, de acordo com eles, apontam inúmeros irregularidades no certame elaborado pela Funrio. Apenas 0,6% dos concurseiros conseguiram alcançar o percentual necessário para prosseguir para a próxima fase do processo. Ou seja, apenas 73, […]

Flávio Veras Publicado em 01/02/2019, às 10h18 - Atualizado às 10h54

Candidato/Cedida
Candidato/Cedida - Candidato/Cedida

Os candidatos do concurso público para professores da REE (Rede Estadual de Ensino de Mato Grosso do Sul) elaboram um documento que, de acordo com eles, apontam inúmeros irregularidades no certame elaborado pela Funrio. Apenas 0,6% dos concurseiros conseguiram alcançar o percentual necessário para prosseguir para a próxima fase do processo. Ou seja, apenas 73, dos 14.470 inscritos foram aprovados.

De acordo com uma candidata denunciante, o documento foi elaborado por uma comissão. Ele foi entregue no último dia 19 ao MPMS (Ministério Público do Estado de Mato Grosso do Sul), OAB-MS (Ordem dos Advogados do Brasil) e a SED (Secretaria de Estado e Educação).
Nele, foram apontados três pontos: No primeiro o grupo esclarece que o prova não estava refilada adequadamente, dificultando o manuseio do documento. Além disso, eles explicaram que existia questões cm fontes e espaçamento diferentes.

“Esses problemas dificultou o manuseio da prova, pois em alguns locais, as carteiras não tinham o tamanho necessário para isso. Na folha de resposta (gabarito), outra questão, a impressão estava ruim o que não facilitou a visualização para o preenchimento. Nós sabemos que existem normas para se redigir um material como esse, como os apontados pela ABNT (Agência Brasileira de Normas Técnicas), porém essas regras não foram obedecidas”, afirmou

E complementou dizendo que “algumas questões dava a impressão que elas foram apenas printadas da internet, ou seja, não se deram ao trabalho de reescreve-la. Caso isso tenha ocorrido, é muito grave, pois pagamos a quantia de R$ 216 para obter um material mal elaborado dessa forma”.

Outro problema, aprontado pela reclamante, era a falta de fiscalização por parte dos aplicadores das provas. “Não existiu uma verificação de quem iria ao banheiro. Por exemplo, mínguem questionava se a pessoas estava levando o celular que foi acondicionado em um saco plástico, mas ficou com o candidato. Além disso, não existia um canal direto para reclamação como é de práxis em concursos, eu reclamei desse fato e após constatar as outras irregularidades, solicitei falar com a responsável pela prova. Consegui, mas fiquei um bom tempo esperando”, reclamou.

Após essas possíveis irregularidades, a denunciante apontou que, encerrada a prova, os problemas se estenderam. “As datas estipuladas pelas publicações não foram respeitadas, bem como informações de alguns recursos empreitados pelos candidatos. Além deles serem publicados um dia depois do previsto, eles desapareceram da página do candidato. Portanto, o cronograma estipulado pela própria Funrio não foi cumprido. Esse fato nos deixa em uma situação desesperadora”, finalizou.

Reunião

Uma reunião está marcada para às 15h de hoje (1º), na Alms (Assembleia Legislativa de Mato Grosso do Sul), com o líder do Governo na Casa, Professor Rinaldo (PSDB).

A Reportagem do Jornal Midiamax procurou o MPMS e o a OAB para saber um posicionamento dos órgãos sobre as denúncias, porém, até o momento desta publicação não obteve resposta.

Governo

O titular da SAD (Secretaria de Estado de Administração e Desburocratização), Roberto Hashioka, confirmou ontem (31) que apenas 73 candidatos, num universo de 14.370 inscritos, foram aprovados para a segunda fase do concurso de mil vagas para professores da REE (Rede Estadual de Ensino).

Segundo o secretário, apesar dos protestos dos candidatos, que pedem anulação do certame, o concurso será mantido.

Jornal Midiamax