Cotidiano

Após incêndio, reclamação é de falta de segurança no Parque do Sóter

Após incêndio ocorrido no Parque do Sóter, em Campo Grande, a reclamação de quem utiliza o espaço é em relação ao abandono e falta de segurança no local. Com 22 hectares de extensão, o espaço de lazer que recebe cerca de duas mil pessoas diariamente conta com apenas dois guardas municipais, sendo um lotado no […]

Danúbia Burema Publicado em 17/06/2019, às 15h52 - Atualizado às 15h56

Fogo atingiu área próxima à cerca. Foto. Minamar Júnior.
Fogo atingiu área próxima à cerca. Foto. Minamar Júnior. - Fogo atingiu área próxima à cerca. Foto. Minamar Júnior.

Após incêndio ocorrido no Parque do Sóter, em Campo Grande, a reclamação de quem utiliza o espaço é em relação ao abandono e falta de segurança no local. Com 22 hectares de extensão, o espaço de lazer que recebe cerca de duas mil pessoas diariamente conta com apenas dois guardas municipais, sendo um lotado no setor administrativo. Segundo apurado pela reportagem, a ronda no perímetro vem sendo feita a pé devido à ausência de veículo no local.

Na noite de sábado (15), o Corpo de Bombeiros foi acionado para combater as chaves que se alastravam na parte mais baixa do parque. O Jornal Midiamax esteve no local e verificou que o fogo queimou área próxima à cerca na Rua Cristovão Lexuga Luengo, sem causar grandes estragos. Para quem utiliza o espaço, a reclamação principal não é relacionada ao fogo, mas à falta de segurança.

A maior parte dos moradores do entorno que reclama da situação prefere não se identificar. Frequentador do parque, o engenheiro Paulo Garcia, de 62 anos, conta que a presença de pessoas suspeitas fez com que ele tivesse de alterar os hábitos de frequentação ao local. “Estão aqui fazendo sabe-se lá o quê”, reclamou, sobre quem não está desfrutando do parque nem confraternizando com amigos.

Ao visitar a filha em um condomínio próximo, ele leva a neta para passear no Sóter todo final de semana. Mas, procura ir em horários de maior fluxo, como o início da manhã, para se sentir mais seguro. Segundo ele, após as 10h, quando a incidência do sol começa a acentuar, o local começa a ficar deserto e perigoso.

Após incêndio, reclamação é de falta de segurança no Parque do Sóter
Parque é um dos cartões-postais da Capital. Foto. Minamar Júnior

Na manhã de domingo (16), dois guardas municipais faziam a segurança no local, sendo um no setor administrativo. Segundo apurado pela reportagem, a ronda em toda a extensão do Sóter – que possui 22 hectares – tem sido feita a pé, o que dificulta a prevenção à presença de pessoas com atitudes suspeitas.

Anteriormente, os profissionais tinha motocicleta para ser usada na ronda, mas não há informação sobre o motivo de o veículo não estar mais disponível.

Ronda constante

A Prefeitura de Campo Grande informou, por meio da assessoria de imprensa, que o Parque do Sóter recebe em média duas mil pessoas diariamente e possui manutenção de limpeza diária. Já a poda de árvores e corte de grama é feita a cada trimestre.

Sobre a segurança, a reportagem questionou quantos guardas municipais atuam no local em cada turno e se eles possuem motocicleta e combustível para cobrir todo o perímetro ou o trabalho tem de ser feito a pé. Em resposta, a administração municipal informou somente que: “De acordo com a Guarda Civil Metropolitana, o local é atendido durante 24 horas por guardas, mas conta também com rondas constantes de viaturas”.

Na última segunda-feira (10), a Funesp (Fundação Municipal de Esporte) abriu licitação de R$ 760 mil para obras na estrutura de lazer. A obra faz parte do pacote de R$ 7 milhões, que vai abranger reformas em dez áreas do município. O recurso fruto do Finisa (Financiamento à Infraestrutura e ao Saneamento ) foi aprovado na Câmara Municipal de Campo Grande no mês passado.

Jornal Midiamax