Cotidiano

10 anos depois, obras da 14 de Julho finalmente saem do papel

As intervenções foram iniciadas pelo lado direito da via, no trecho entre a Avenida Fernando Correia da Costa e Rua 26 de Agosto e consistem inicialmente na substituição da rede de esgoto.

Guilherme Cavalcante Publicado em 04/06/2018, às 10h14 - Atualizado em 05/06/2018, às 07h23

(Foto: Marcos Ermínio | Midiamax)
(Foto: Marcos Ermínio | Midiamax) - (Foto: Marcos Ermínio | Midiamax)

A empresa Engepar Engenharia iniciou, na manhã desta segunda-feira (4), as obras de revitalização da Rua 14 de Julho, que integram o Reviva Campo Grande, projeto de requalificação da região central da Capital.

As intervenções foram iniciadas pelo lado direito da via, na faixa de estacionamento e nas calçada, no trecho entre a Avenida Fernando Correia da Costa e Rua 26 de Agosto.

10 anos depois, obras da 14 de Julho finalmente saem do papel
Prefeito Marquinhos Trad vistoria início de obras (Foto: Marcos Ermínio | Midiamax)

De acordo com o titular da Sisep (Secretaria Municipal de Infraestrutura e Serviços Públicos), as obras consistem inicialmente na substituição da rede de esgoto e, na sequência, haverá requalificação do sistema de drenagem e a instalação de uma rede de dutos para a fiação elétrica subterrânea.

“Esse serviço será executado dos dois lados da rua, sob as calçadas, e haverá interferência apenas nas faixas de estacionamento. Então, o fluxo de veículos pela via seguirá normalmente”, explica o secretário.

O prefeito de Campo Grande, Marquinhos Trad (PSD), destacou que a modernização do sistema de esgoto e de drenagem são exigências do projeto. “A rede de esgoto na Rua 14 é de cerca de 100 anos atrás, muito antiga, com manilhas de barro. São tão antigas que nem existem mais para reposição. Teremos aqui uma rede de esgoto moderna, de primeiro mundo”, considera.

10 anos depois, obras da 14 de Julho finalmente saem do papel
Somente faixa de estacionamento da via será interditada e fluxo de veículos seguirá normalmente (Foto: Marcos Ermínio | Midiamax)

Trad também reforça que o cronograma de obras prevê estudos de impacto para o comercio local, a fim de evitar problemas aos comerciantes e moradores da rua.

“Nesta quadra não existe nem comercio e nem residências, mas a próxima quadra terá. Por isso haverá estudo para minimizar os transtornos o máximo possível. Garanto que nenhum comércio será afetado e que o acesso sempre vai ser proporcionado pela empresa”, afirma.

Orçada em quase R$ 50 milhões, a revitalização da Rua 14 de Julho tem prazo estimado em 20 meses e a expectativa da Prefeitura é que as intervenções demorem cerca de 60 dias em cada quadra, com obras de esgoto, drenagem e intalação subterrânea da rede elétrica.

“Shopping a céu aberto”

10 anos depois, obras da 14 de Julho finalmente saem do papel
Foto: Divulgação

A requalificação propõe-se a transformar a Rua 14 de Julho numa espécie de “shopping a céu aberto” que privilegiará pedestres, no trecho de 1,4 km situado entre as avenidas Fernando Correia da Costa e Mato Grosso. A nova 14 de Julho terá menos poluição visual, com fiações subterrâneas, calçadas mais largas, segurança pública, conforto, internet wireless e acessibilidade – tudo financiado pelo BID (Banco Interamericano de Desenvolvimento) a um custo de R$ 49.238.507,65.

A obra faz parte do programa de Desenvolvimento Integrado do Município de Campo Grande, chamado pela gestão de Marquinhos Trad (PSD) de Viva Campo Grande II, ou ainda de Reviva Campo Grande, que há quase dez anos enfrentou percalços para a aprovação e liberação dos recursos.

10 anos depois, obras da 14 de Julho finalmente saem do papel
(Foto: Divulgação)

A via receberá, ao custo de R$ 4,6 milhões, novas intervenções de drenagem, sendo completamente recapeada (R$ 1,3 milhão) e terá modernização das redes de água e esgoto (R$ 1,5 milhão). As calçadas serão padronizadas, alargadas e receberão acessibilidade para pessoas com deficiências ou dificuldades de locomoção (R$ 2,4 milhões). Sinalização, paisagismo e iluminação pública refletirão investimentos de R$ 1,8 milhão, R$ 1,4 milhão e R$ 2,4 milhões. O mobiliário urbano, que inclui bicicletários, bancos, lixeiras,, defensas, vasos e murais terão investimento de R$ 1,7 milhão.

Vale lembrar que metade dos investimentos, cerca de R$ 27,7 milhões, serão destinados a substituições da rede “aérea” de energia elétrica para a rede subterrânea. O projeto também prevê a instalação de rede wi-fi gratuita para as pessoas que passeiam ou fazem compras nas lojas localizadas na 14 de Julho. Haverá também a instalação de 11 placas eletrônicas com GPS para auxiliar os pedestres.

Jornal Midiamax