Cotidiano

Marquinhos fará decreto para proibir fogos de artifício com ruído em eventos oficiais

Réveillon e demais festas oficiais de Campo Grande sem o barulho incômodo de fogos de artifício. Esse é o objetivo do prefeito Marquinhos Trad (PSD), que anunciou nesta terça-feira (9) a publicação de decreto proibindo a utilização de recursos pirotécnicos ruidosos em eventos oficiais. Segundo ele, o objetivo é reduzir os danos causados pelo barulho […]

Guilherme Cavalcante Publicado em 09/10/2018, às 12h02 - Atualizado às 12h03

Inauguração da Iluminação de Natal em 2017 (PMCG, Arquivo)
Inauguração da Iluminação de Natal em 2017 (PMCG, Arquivo) - Inauguração da Iluminação de Natal em 2017 (PMCG, Arquivo)

Réveillon e demais festas oficiais de Campo Grande sem o barulho incômodo de fogos de artifício. Esse é o objetivo do prefeito Marquinhos Trad (PSD), que anunciou nesta terça-feira (9) a publicação de decreto proibindo a utilização de recursos pirotécnicos ruidosos em eventos oficiais.

Segundo ele, o objetivo é reduzir os danos causados pelo barulho de fogos de artifício em animais silvestres e domésticos. A inauguração do monumento Maria Fumaça, marcado para esta quarta-feira (10), na Capital, já não utilizará os recursos visuais.

“Há estudos que comprovam que fogos de artificio podem causar graves danos aos animais. Vamos fazer isso em respeito a eles. Depois do feriado já deveremos estar publicando o decreto, mas no evento de manhã já não teremos fogos”, detalha.

Marquinhos também afirmou que estudará uma maneira de que a proibição de uso de fogos de artifício ruidosos seja proibida em toda a cidade. “Há um projeto de lei federal que já fala sobre isso. Precisamos estudar para ver quais são as possibilidades”, conclui.

A Assembleia Legislativa de MS também colocou o assunto em pauta neste ano, após diversas reclamações de utilização de fogos de artifício em festas de réveillon. Uma audiência pública foi convocada em abril com representantes do comércio de fogos, associação de pais e amigos de autistas, Ongs ligadas a animais e também do Corpo de Bombeiros e Imasul (Instituto de Meio Ambiente de Mato Grosso do Sul) para discutir as possibilidades.

O debate foi proposto pelo deputado Beto Pereira (PSDB), que fez projeto de lei sobre o assunto, o texto ainda tramita na Casa. Pela proposta, os estouros e estampidos em áreas de proteção ambiental, parques matas, hospitais, unidades de saúde, igreajas, escolas, asilos e postos de combustíveis ficariam proibidos.

Diversas cidades do país já possuem legislação que proíbe fogos de artifício barulhentos. Nesses locais, a solução foi permitir apenas aqueles que possuem a tecnologia da pirotecnia silenciosa, como o que foi utilizado na virada do ano em Campos do Jordão, Matão, Ubatuba, Ilhabela (interior e litoral de SP), Alfenas (MG) e Ponta Grossa (PR).

Jornal Midiamax