Cotidiano

Família teme que dona de casa tenha que amputar o pé por demora em conseguir vaga

A família da dona de casa Lúcia Martins da Silva, 56 anos, está apreensiva com a possibilidade de ela ter complicações e, até mesmo, ter que amputar o pé, por conta de demora em conseguir vaga em um hospital. De acordo com a nora, Maria Augusta, ela está internada desde a manhã de terça-feira (30), […]

Wendy Tonhati Publicado em 31/10/2018, às 09h45 - Atualizado em 01/11/2018, às 09h07

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A família da dona de casa Lúcia Martins da Silva, 56 anos, está apreensiva com a possibilidade de ela ter complicações e, até mesmo, ter que amputar o pé, por conta de demora em conseguir vaga em um hospital. De acordo com a nora, Maria Augusta, ela está internada desde a manhã de terça-feira (30), na UPA (Unidade de Pronto Atendimento) Universitário, em Campo Grande.

A nora conta que há um mês a dona de casa começou a procurar atendimento em postos de saúde por conta de um machucado no pé e não teve o diagnóstico do que era. “Tem um mês que estamos correndo em postos e o médico só dizia que era uma micose ou um fungo. Quarta-feira ela sentiu muita dor nos pés e os filhos se juntaram para conseguir pagar um médico particular”.

O médico, segundo Maria Augusta, pediu um exame de doppler – uma das modalidades da ultrassonografia – nas pernas da dona de casa. Com isso ficou constatado que ele está com as veias das duas pernas entupidas com Doença Arterial Obstrutiva Periférica e fez a prescrição de atendimento de urgência em um hospital.

Sem plano de saúde, a orientação foi a família voltar à uma unidade pública de saúde para que Lúcia fosse encaminhada com urgência a um hospital de Campo Grande para cirurgia, sob o risco de amputação.

Família teme que dona de casa tenha que amputar o pé por demora em conseguir vaga

“O médico mandou ir ao posto de saúde com urgência. Se demorar muito, ela pode ter que amputar. Chegamos com ela, era umas 11 horas da manhã [da terça-feira] e ficamos até umas 22 horas com ela na recepção. Ela sentia dor e começou a reclamar muito. Só assim conseguimos que ela entrasse, por volta da 1 horas [desta quarta-feira, 31]’, relata a nora.

Nesta manhã, a idosa ainda está na UPA Universitário, sem a previsão de transferência para a Santa Casa ou para o HU (Hospital Universitário Maria Aparecida Pedrossian), na UFMS (Universidade Federal de Mato Grosso do Sul).

O Jornal Midiamax procurou a Sesau que encaminhou a nota (Leia na íntegra)

A paciente deu entrada ontem na unidade às 16 horas e após passar por avaliação médica já foi solicitado transferência com negativa dos hospitais. Hoje pela manhã ela deve passar por nova avaliação para definir prioridade.

É importante reforçar que, apesar da necessidade de transferência para uma unidade hospitalar, a paciente está recebendo toda a assistência necessária sendo acompanhada pela equipe de médicos e enfermeiros.

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