Cotidiano

Com filho ferido após choque, pais sofrem com nova rotina e pedem ajuda

Menino foi eletrocutado na última semana

Raiane Carneiro Publicado em 20/03/2018, às 19h43

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Menino foi eletrocutado na última semana

Na última sexta-feira (16), um menino de 11 anos foi eletrocutado enquanto empinava pipa com outras crianças, no bairro Ramez Tebet. No momento do acidente, o pai, Emerson Carvalho da Silva, 35 anos, que é pedreiro, voltava de um trabalho para casa e só teve tempo de acompanhar o atendimento dos serviços de resgate. A criança foi levada para a Santa Casa da Capital com queimaduras graves, onde segue internada.

O pai conta que a rotina mudou depois do acidente para poder acompanhar o filho no hospital. “Porque no momento que a gente se encontra, não posso trabalhar, estou ficando com ele aqui dia e noite e minha esposa não pode sair de casa porque tem três filhos para cuidar”, contou. Por ser pedreiro, os trabalhos costumam ser temporários.

Os irmãos do menino ferido têm idades de 4, 8 e 10 anos. Eles estão sob os cuidados da mãe que os leva para a escola e cuida deles enquanto Emerson permanece na ala de queimados do hospital com o filho. Pelo acompanhamento diário, ele conta que não tem como ir atrás de trabalho agora e a esposa não está trabalhando, o que o levou a pedir doações de alimentos para o menino.Com filho ferido após choque, pais sofrem com nova rotina e pedem ajuda

Devido à natureza do acidente, o garoto tem uma dieta a base de líquidos, por isso, a família pede doação de bebidas como água de coco, essencial para a recuperação da criança, iogurte e frutas para fazer sucos. “Ele toma água de coco que é para hidratar, iogurte, essas coisas. A gente está comprando o que a gente pode e outras pessoas estão ajudando também porque a gente não pode sair daqui de dentro também”, explicou.

Com a repercussão do acidente, Emerson contou que recebeu críticas na internet pelo o que aconteceu com o filho. “Nem todo mundo é perfeito. Você acha que eu queria que isso acontecesse com o meu filho? Claro que não. As pessoas criticam a gente sem saber o que está acontecendo”, desabafou.

Segundo o pai, as crianças do bairro tinham costume brincar com pipa na área em que o menino foi eletrocutado porque se trata de uma área verde, embora seja próximo da rede de alta tensão. “A mãe estava no local, mas ela não podia fazer nada”, disse.

Quem puder ajudar a família com doações pode entrar em contato com a mãe do menino, Danúbia, pelo número: (67) 9 9112-3968.

Internação 

O garoto está internado há quatro dias na Santa Casa de Campo Grande. Conforme a assessoria do hospital, ele está na ala de queimados e recebendo as medicações necessárias. Apesar da gravidade dos ferimentos, o estado de saúde do menino é estável, mas ele não tem previsão de alta.

A criança foi eletrocutada depois que a linha da pipa, feita de arame, encostou em fios de alta tensão, no bairro Jardim Centro-Oeste. Ele teve queimaduras de primeiro, segundo e terceiro graus devido ao choque. Dois estouros foram ouvidos e a vítima foi arremessada a cerca de 1,5 m.

A vítima foi socorrida por equipe do Corpo de Bombeiros e Samu (Serviço de Atendimento Móvel de Urgência).

Jornal Midiamax