A Prefeitura de Campo Grande lançou nesta terça-feira (12), Dia Mundial de Combate ao Trabalho infantil, campanha pela erradicação do trabalho infantil no município. A ideia é alertar crianças e adolescentes sobre a condição de vulnerabilidade em que eles podem estar inseridas – um risco real, já que somente em 2018, houve cerca de 50 denúncias de trabalho infantil na Capital.
“O objetivo da campanha é conscientizar as pessoas pela erradicação do trabalho infantil. Todas as quintas do mês de junho haverá essa ação aqui na Avenida Afonso Pena, com panfletagem e abordagem das pessoas”, explica o titular da SAS (Secretaria Municipal de Assistência Social), José Mario Antunes, durante o lançamento da campanha.
As abordagens são realizadas por funcionários do Seas (Serviço Especializado de Abordagem Social), que deverão ir a praças, ruas e, principalmente, aos CRAS (Centro de Referência de Assistência Social) durante todo o mês. A programação será divulgada no Facebook da pasta.
“Fizemos muitas parcerias, a fim de proporcionar abordagens lúdicas e atingir o alvo da campanha, que são as crianças e adolescentes. Queremos que eles percebam a situação de vulnerabilidade e efetuem a denúncia”, destaca o secretário.
Lugar de criança é na escola
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A vice-prefeita de Campo Grande, Adriane Lopes (PEN), destacou que a preocupação por iniciar campanha de conscientização ocorreu diante das estatísticas – na Capital, o disque 100 e os relatórios dos Conselhos Tutelares apresentaram cerca de 50 denúncias de trabalho infantil somente este ano. “Lugar de criança é estudando, e não trabalhando. O nosso objetivo é conscientizar a população de que isso é errado. E por isso a campanha ocorre nas ruas, pois é onde estão os casos”, explica Lopes.
De acordo com a SAS, os casos recebidos até o mês de maio trazem relatos de crianças e adolescentes que trabalham ilegalmente como vendedores ambulantes, panfleteiros, ajudantes de pedreiro, feirantes e demais ocupações.
“São relatos muito preocupantes e que estão na nossa cara. Mas não denunciamos porque achamos normal, fazemos a diferença entre a criança que está numa carvoaria e a criança que vende bebida alcóolica como ambulante no Carnaval”, aponta Jackeline dos Santos, assitente social e coordenadora do Aepeti (Ações Estratégicas do Programa de Erradicação do Trabalho Infantil) do município.
“O nosso objetivo é sensibilizar a população. Nosso foco é atingir crianças e adolescentes para que eles entendam que não devem trabalhar e denunciem a situação”, completa.
Disque 100
As denúncias de trabalho infantil podem ser realizadas pelo Disque 100. Basta discar para o número 100 no celular ou fixo para ser atendido por um servidor que colherá os dados e acionará o setor responsável pela apuração. As ligações podem contemplar todo tipo de violação de direitos humanos e podem ser feitas 24h por dia.
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