Cotidiano

Caminhoneiros autônomos não acreditam em proposta do Estado e prometem continuar greve

Caminhoneiros autônomos prometem continuar em greve após a proposta. O Governador anunciou que concorda com a redução da alíquota ICMS de 17% para 12% apenas se a categoria encerrar a greve no estado. Os caminhoneiros não acreditam no cumprimento da proposta e afirmam que o movimento continua.

Mylena Rocha Publicado em 29/05/2018, às 19h00

Em Campo Grande, caminhoneiros protestam em frente ao posto Caravaggio, na BR-163. (Foto: Marcos Ermínio)
Em Campo Grande, caminhoneiros protestam em frente ao posto Caravaggio, na BR-163. (Foto: Marcos Ermínio) - Em Campo Grande, caminhoneiros protestam em frente ao posto Caravaggio, na BR-163. (Foto: Marcos Ermínio)

Caminhoneiros autônomos prometem continuar em greve após a proposta do Governo Estadual, feita nesta terça-feira (29). O Governador Reinaldo Azambuja (PSDB) anunciou que concorda com a redução da alíquota ICMS (Imposto sobre Circulação de Mercadorias e Serviços) de 17% para 12% apenas se a categoria encerrar a greve no estado. Os caminhoneiros não acreditam no cumprimento da proposta e afirmam que o movimento continua.

Wilmar Pereira dos Santos, de 35 anos, trabalha no setor há 10 anos e diz que já viu promessas como estas serem feitas. “Ele pode diminuir o ICMS e daqui a pouco voltar a cobrar de novo, isso já aconteceu e não adianta nada. O que precisa para a greve acabar é que o governo ouça o que a gente pede”, afirma. Wilmar participa da manifestação em frente ao posto Caravaggio, em Campo Grande, e diz que os outros caminhoneiros concordaram em continuar com a greve.

Segundo o caminhoneiro Bruno de Lima, de 33 anos, a categoria não concorda com a proposta do governador e acredita que o apoio da sociedade dará suporte para que os caminhoneiros continuem nas manifestações. “O movimento só está crescendo, o pessoal está apoiando e por isso vamos resistir até que tenhamos as reivindicações atendidas”.

Bruno é motorista autônomo e afirma que não participa de sindicatos, assim como outros caminhoneiros que também se manifestam em frente ao Posto Caravaggio. O caminhoneiro está parado desde o início da greve e promete continuar.

Édito Alencar Cardoso, de 49 anos, trabalha em uma transportadora pequena e participa de um movimento independente de sindicatos. Para ele, a proposta do Governo Estadual não é o suficiente para parar as manifestações. “Falar é fácil, eles só falam. Alguém veio até nós para saber o que queremos? Ninguém vem conversar. Só querem botar polícia, exército, ninguém aqui é bandido”.

Jornal Midiamax