Cotidiano

Sindicalistas de MS relatam cenário de guerra em Brasília

40 ônibus saíram do Estado

Midiamax Publicado em 24/05/2017, às 19h21

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40 ônibus saíram do Estado

Cerca de 40 ônibus saíram de Mato Grosso do Sul levando trabalhadores para o protesto desta quarta-feira (24) em Brasília. A manifestação foi duramente reprimida por forças que realizaram a segurança no local. Sindicalistas de Mato Grosso do Sul contaram que a caminhada até o Congresso começou de forma pacífica, mas que foi recebida com truculência por policiais militares.

Presidente do Sinpol-MS (Sindicato dos policiais civis de Mato Grosso do Sul), Giancarlo Miranda explicou que 50 policiais civis do Estado foram junto com a delegação de trabalhadores. Ele relatou ter sido surpreendido com a reação dos policiais militares.

“Fomos surpreendidos de forma triste, não precisava chegar nesse ponto, a PM não precisava reagir dessa maneira. Começou de forma pacífica, mas bloquearam a entrada. Todo mundo teve que colocar pano no rosto pra se proteger do spray, muitos já vieram preparados”, relatou.

As delegações de Mato Grosso do Sul já saem de Brasília para voltar, após o confronto. Trabalhadores da educação lotaram 18 ônibus para participar das manifestações. A polícia reprimiu violentamente, a polícia legislativa, a força nacional, a tropa de choque, até helicópteros, machucou muitos trabalhadores. Até agora estão soltando bombas”.

Governo chamou Exército

Temer decreta garantia de ler e ordem e chamou o Exército para reprimir os atos. Conforme o jornal El País Brasil, o ministro da Defesa, Raul Jungmann, utilizou da seguinte legislação: “Realizadas exclusivamente por ordem expressa da Presidência da República, as missões de Garantia da Lei e da Ordem (GLO) ocorrem nos casos em que há o esgotamento das forças tradicionais de segurança pública, em graves situações de perturbação da ordem”.

O ministro da Defesa disse que o protesto desta quarta-feira “degringolou para a violência, o vandalismo, o desrespeito, na agressão ao patrimônio público, na ameaça às pessoas, muitas delas servidores que se encontram aterrorizados”.

Jornal Midiamax