Cotidiano

Saiba quais são os 6 ‘erros’ mais comuns cometidos no trânsito de Campo Grande

Comportamentos que mais prejudicam o trânsito 

Raiane Carneiro Publicado em 22/06/2017, às 18h02

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Comportamentos que mais prejudicam o trânsito 

Os acidentes de trânsito são responsáveis por altos índices de mortes no Brasil. Segundo os dados da OMS (Organização Mundial de Saúde), o país ocupa o quarto lugar em ranking de mortes no trânsito no mundo. E Campo Grande, não é exceção, a Capital registra número altos de acidentes. Confira abaixo lista com os seis erros mais comuns cometidos por condutores no trânsito da cidade.

Segundo os dados do Detran-MS (Departamento Estadual de Trânsito), nos primeiros 5 meses deste ano, foram 3.959 acidentes só na Capital, número menor que os 4.649 registrados no mesmo período de 2016, mas com mais mortes.

Só em maio, mês que acontece o período de conscientização do Maio Amarelo, campanha nacional para chamar a atenção para a violência no trânsito, foram registrados 775 acidentes com 387 vítimas e 8 mortos.

Para o psicólogo e pesquisador no tema, Renan da Cunha Soares Júnior, esses acidentes e a ‘falta de educação’ no trânsito campo-grandense têm alguns comportamentos como causas. Renan, que foi embaixador do Maio Amarelo em 2016 e pesquisa o comportamento no trânsito há mais de dez anos, explica os principais: 

‘Ilusão do número 1’:

“As pessoas se colocam em primeiro lugar. Sempre pensam que não tem ninguém na frente. Nesses casos, o uso do automóvel propicia o veículo como um instrumento de status. Pelo valor do carro, pela máquina, existe um empoderamento pela máquina”.

Não ser afetado pelo álcool:

“As pessoas pensam que não tem problema e as estatísticas mostram que é um dos motivos das causas de acidentes”.

Excesso de velocidade:

“É um comportamento do condutor, mas existe uma questão ambiental também. As vias largas da cidade proporcionam o abuso da velocidade, dá espaço para as pessoas correrem”.

Falta de empatia:

“As pessoas vivem voltadas mais para suas próprias necessidades e isso se reflete no trânsito. Por isso que existe essa relação com as pessoas não darem passagem ou até mesmo avançar. O trânsito como ambiente social reflete isso. As últimas campanhas têm levado essa mensagem do condutor para o aspecto social para mudar o comportamento das pessoas. Essa falta de empatia, de se colocar no lugar do outro que acaba gerando essas situações no trânsito”.

Formação cidadã:

“Existe muita política voltada para motoristas e poucas para formar uma pessoa que se preocupa com o espaço público. O trânsito reflete o comportamento que as pessoas exercitam em outros lugares. Só que no trânsito, esse comportamento pode levar a morte.

Celular:

“O problema mais recente que nós estamos vendo é o uso do celular, tanto com motoristas como com pedestres e ciclistas. Muitos estão usando para várias funções como ouvir música, mexer nas redes sociais e fazer ligações. Tem motoristas que também lancham em quanto dirigem. Isso faz também com que haja uma divisão da atenção entre as tarefas. É uma ilusão achar que se pode fazer mais de uma coisa bem”.

O psicólogo ainda ressaltou que os comportamentos não são só no trânsito. “São questões que estão colocadas na sociedade”. Ele ainda defendeu que é necessário educar com consciência ‘cidadã’. “O trânsito será um dos ambientes em que essa educação irá se manifestar” concluiu.

Jornal Midiamax