Sindicatos vão continuar mobilizações

Depois de três horas de reunião, representantes dos servidores públicos estaduais de Mato Grosso do Sul saíram da Governadoria com um pedido de prazo, até 3 de julho, para uma nova resposta do governo sobre reajuste salarial. É a primeira vez, desde o início das conversas, que o governo não é taxativo sobre reajuste zero, como vinha sendo falado.

A data-base dos servidores é maio, mas eles já receberam os salários em junho sem reposição salarial e o governo, desde o início das conversas, vem afirmando que não tem como aumentar os salários, alegando queda na receita estadual. Na reunião desta sexta-feira, a informação dada aos servidores é que a resposta depende de tratativas que estão sendo feitas com o Governo Federal, envolvendo a renegociação de dívidas, entre elas valores relacionados ao BNDES (Banco Nacional de Desenvolvimento Econômico e Social), e também de compensação por perdas com a Lei Kandir, que isenta de imposto produtos primários exportados.

A conversa do Fórum dos Servidores de Mato Grosso do Sul foi, pela primeira vez, com o governador Reinaldo Reinaldo recua de 'reajuste zero' e pede até 3 de julho para resposta a servidores

Ao final, Riedel anunciou que uma resposta definitiva só no dia 3 de julho, quando os servidores já terão recebido mais uma folha de pagamento.

Protestos continuam

Do lado dos servidores, os representantes disseram, após a conversa, que as manifestações vão continuar, e a cogitação de greve continua. Um grupo de policiais civis permanece acampado na frente da Governadoria há 2 dias.

Coordenador-geral do Fórum, o tenente Thiago Mônaco disse que foi um primeiro passo e que a categoria vai aguardar o dia 3 de julho. Para ele, as mobilizações tem apoio da sociedade e por isso o governo está buscando alternativas. “Estamos amargando um atraso de três anos sem reposição inflacionaria constitucional”. Ele reforçou que a mobilização continua.

O deputado Cabo Almi (PT), que estava no encontro, afirmou que espera,agora, “bom senso” do governo para uma nova proposta aos servidores.Paulo Siufi (PMDB),também presente à reunião, disse que, embora a situação seja crítica, é preciso esperar agora a nova resposta do governo.

Hoje, a folha dos 70 mil servidores estaduais ativos e inativos é de R$ 450 milhões brutos.