Cotidiano

Praças da PM farão assembleia e voltam a cogitar aquartelamento

Proposta foi de reajuste linear de 2,94%

Wendy Tonhati Publicado em 09/08/2017, às 13h16

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Proposta foi de reajuste linear de 2,94%

Depois da ameaça de greve dos professores da rede estadual, durante a negociação salarial, a ACS (Associação de Cabos e Soldados da Polícia Militar e Bombeiro Militar de Mato Grosso do Sul) informou que o aquartelamento é uma possibilidade, caso a contraproposta do governo do Estado para o reajuste salarial não agrade a categoria.

Como não podem fazer greve, o aquartelamento é a medida adotada pelos policiais. Eles ficam dentro dos batalhões sem realizar os trabalhos ostensivos de forma total. De acordo com a ACS, uma assembleia será realizada na próxima semana. Ficou decidido que a próxima sexta-feira (18), será o prazo final para uma contraproposta do Governo sobre o reajuste salarial da categoria.

“A categoria está insatisfeita não só com a proposta dada à Polícia Militar e ao Corpo de Bombeiros, mas também com o tratamento desigual dado a outras categorias, o que nunca aconteceu. Uma medida mais radical pode ser definida na assembleia, mas quem decide é a tropa. A participação de todos os policiais, de soldado a coronel, é de suma importância”, infor mou o presidente da entidade, Edmar Soares da Silva, por meio de nota.

Praças da PM farão assembleia e voltam a cogitar aquartelamento

Pela proposta elaborada pela ACS, o soldado em início de carreira deveria a receber, até 2018, 20% do que ganha um coronel do mesmo nível.

Ano passado

Em 2016, cabos e soldados da Polícia Militar de Mato Grosso do Sul aceitaram a contraproposta de reajuste apresentada pelo Governo do Estado. Após diversas negociações, os militares decidiram por ampla maioria dos votos, em assembleia geral, aceitar o abono oferecido pelo governo de R$ 200.

Com isso, o soldado em início de carreira passa a ganhar R$ 3.556,79, um aumento percentual de 13,1, valor que corresponde a 16,2% de um coronel.

Jornal Midiamax