Famílias fecharam rua e planejam outras manifestações 

Famílias que moram em uma área ocupada no antigo Clube Samambaia, na Avenida dos Cafezais em , querem regularizar as ligações de energia elétrica. Nesta quinta-feira (31), a comunidade começou a se reunir com moradores de outras ocupações a fim de reforçar à solicitação.

A decisão foi tomada depois que 150 ligações clandestinas foram desligadas, nessa quarta-feira (30), pela concessionária responsável pela distribuição de energia elétrica. De acordo com a empresa, as ligações consumiram em média 191MWh/ano, o que equivale a R$ 95,4 mil reais/ano.

Depois de terem a energia elétrica desligada, os moradores  fizeram uma manifestação na rotatória da Avenida dos Cafezais com a Rua do Patrocínio. O protesto foi realizado na tarde de ontem e contou com a participação de aproximadamente 100 pessoas.

Os moradores afirmam que têm um acordo com a Prefeitura para que a energia não fosse desligada. Hoje, eles decidiram buscar apoio em outras comunidades que vivem em situação semelhante. 

“Estamos falando com moradores de outras áreas de invasão porque acreditamos que o problema se repete e precisa ser solucionado. Temos crianças e idosos. Além de nós, que somos em torno de 350 famílias, existem mais 500 nas outras áreas de invasão”, explica Jaderson Jesus de Souza, de 30 anos, que mora no Clube Samambaia há oito meses com a mulher, de 27 anos, e as filhas, de 7 e 3 anos.

O morador afirma que depois de falar com as demais comunidades da região, os grupos devem se reunir para organizar uma  nova manifestação prevista para esta sexta-feira (1º). “Queremos a regularização da energia elétrica nas áreas de ocupação”, frisa.

Energisa – 

Moradores de área ocupada querem regularizar ligações de energia elétrica

Jornal Midiamax

A Energisa assegura que o objetivo é “garantir a segurança das famílias que vivem no local e proteger a rede de distribuição de energia que abastece os clientes regulares do município”. 

A empresa não respondeu sobre o acordo mencionado pelos moradores, e disse apenas que “conforme a Resolução 414 da ANEEL, as distribuidoras de energia só podem regularizar o fornecimento de energia em áreas invadidas com a permissão do poder concedente: Governo, Prefeitura Municipal ou Ministério Público”.

Por outro lado, a Prefeitura diz que a área é particular e que não pode interferir nessa questão.