Evento será no dia 7 de setembro

Pauliane Amaral, irmã da musicista Mayara Amaral – assassinada no dia 25 de julho, em um motel de – se reuniu com um grupo de mulheres do Coletivo Feminista Lidia Baís para organizar um bazar beneficente a fim de ajudar a família do menino Kauan Andrade, de 9 anos, morto durante estupro.

Em seu perfil no Facebook, a irmã da musicista explica o motivo da ação é ajudar os irmãos de Kauan, que vivem com a mãe em uma casa no Aero Rancho.

“O delegado responsável pela investigação do caso falou que Kauan não só foi vítima de pedofilia, de necrofilia e de outras formas de abuso, mas que ele também foi vítima de miserabilidade. Miserabilidade! Infelizmente, eu sei o que é pobreza, mas eu nunca fiquei sem comer. O Kauan pode não estar mais entre nós, mas os seus irmãozinhos ainda estão aqui e precisam da nossa ajuda”, escreveu no Facebook.

Interessados em ajudar podem colaborar com alimentos; roupas para crianças de nove meses até 14 anos; materiais de higiene pessoal e brinquedos. Pauliane também pede colaboração para melhorias na casa da família.

O bazar será realizado no dia 7 de setembro, na próxima semana. Uma das organizadoras do evento, a psicóloga Carlota Thilippsen, de 38 anos, diz que serão realizados debates sobre os casos de Mayara e do menino Kauan.

“Estamos com muitas atrações culturais com dança, exposições, roda de conversas porque o coletivo surgiu da ideia de levar discussões para espaços onde outras mulheres pudessem ouvir”, afirma. 

O bazar terá início às 16 horas. Para participar do bazar é necessário contribuir com 1 kg de alimento não perecível ou o valor de R$ 5,00

Foto - Reprodução Facebook

Assassinatos –

O menino foi assassinado exatamente um mês antes da morte da musicista. A polícia concluiu que ele foi asfixiado durante estupro e depois, esquartejado por duas vezes. O corpo não foi localizado e o principal suspeito nega o crime.Irmã de Mayara e grupo de mulheres fazem bazar para família de Kauan

Já a musicista foi assassinada um mês antes, em um motel da cidade. Ela foi morta a marteladas, e segundo um dos suspeitos, também foi esganada.  Mayara Amaral foi encontrada por peões de fazendas da região do Inferninho. O corpo estava em chamas.  

Luís Alberto Bastos Barbosa de 29 anos, Ronaldo da Silva Olmedo, de 30 anos, e Anderson Sanches Pereira, de 31 anos, foram presos em flagrante pelo crime. Pereira foi liberado e responde em liberdade.