Cotidiano

Greve geral: universidades dispensam alunos de atividades valendo nota

Estácio dispensou os alunos

Midiamax Publicado em 27/04/2017, às 19h07

Alunos retornaram a partir do dia 15 de junho. (Foto: Arquivo Midiamax)
Alunos retornaram a partir do dia 15 de junho. (Foto: Arquivo Midiamax) - Alunos retornaram a partir do dia 15 de junho. (Foto: Arquivo Midiamax)

Estácio dispensou os alunos

As Universidades particulares em Campo Grande não paralisam as atividades na sexta-feira (28). Ainda assim, as instituições não aplicam provas ou atividades que valem nota, já que o transporte público, ao menos de manhã, estará suspenso.

A única Universidade que irá dispensar os alunos é a Estácio de Sá. Cerca de 4 mil alunos não terão aula amanhã. As provas agendadas serão remarcadas, conforme a assessoria de imprensa da instituição.

Já na Uniderp, UCDB e Unigran, que juntas contemplam cerca de 30 mil estudantes, irão funcionar normalmente. As provas e trabalhos, no entanto, ficam suspensas.

Greve geral

Pela primeira desde 1995, trabalhadores da rede particular de ensino de Mato Grosso do Sul participam de uma greve geral. A pauta, agora, é mais séria, conforme relatou o presidente do Sintrae-MS (Sindicato dos trabalhadores em estabelecimentos de ensino de Mato Grosso do Sul), Eduardo Assis Fonseca Botelho, e envolve uma perda histórica de direitos trabalhistas.

O Sintrae representa trabalhadores de cerca de 400 escolas em 32 municípios do Estado, além das Universidades. Em 1995, foram 13 dias de greve motivado pelo reajuste salarial, agora, conforme explicou Eduardo, o que está em jogo é bem mais sério: não ter capacidade de garantir direitos básicos.

 “A ordem é parar. Todos os trabalhadores. Onde tiver professor, pessoal da limpeza, administrativo. As universidades que não aderirem, estamos entendendo que é porque está beneficiando os patrões. Não é política, é necessidade. É para preservar os direitos dos trabalhadores”, comentou.

A greve deve reunir mais de 50 mil trabalhadores em Campo Grande amanhã, segundo estimativa das centrais sindicais. As atividades ocorrem o dia todo, e começam às 8h, em concentração na Praça Ary Coelho, em Campo Grande. O levante é uma reação aos projetos votados pelo Congresso, uma agenda econômica do governo de Michel Temer (PMDB), como a reforma da Previdência, a reforma trabalhista e a aprovação da terceirização de todas as atividades.

Jornal Midiamax