Cotidiano

Coordenadores da Funai não sabem como nomeação de general afetará MS

Coordenadores acreditam que nomeações locais ficarão em segundo plano

Joaquim Padilha Publicado em 09/05/2017, às 14h23

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Coordenadores acreditam que nomeações locais ficarão em segundo plano

Com a notícia da nomeação do general da reserva Franklinberg Freitas como novo presidente interino da Funai (Fundação Nacional do Índio), nesta terça-feira (9) os coordenadores regionais da Fundação de Dourados e Campo Grande disseram não saber quais os impactos da mudança para o Estado.

Ambas as coordenações regionais da Capital e da maior cidade do interior estão sendo ocupadas, no momento, por coordenadores interinos. Porém, a mudança em Brasília, não deve alterar o cenário em Campo Grande, na opinião do coordenador regional campo-grandense José Resina.

Resina, que atua interinamente na Funai de Campo Grande desde novembro de 2016, explica que ficou sabendo das mudanças em Brasília por meio da publicação da nomeação de Franklinberg Freitas no Diário da União”.

Para ele, apesar das recentes mudanças de cargos nos órgãos federais, na Capital isso não deve ocorrer “pois somos todos servidores de carreira”. “O que torcemos é que caso seja nomeado alguém novo para cá que faça um bom trabalho e que atue em prol da causa indígena”, afirma.

Ele também não soube dizer se a troca no comando da Funai poderia resultar na nomeação de um novo coordenador regional na Capital. “Para nós, quem for nomeado, iremos estar do lado trabalhando normal”, disse Resina.

Já para o coordenador interino da regional da Funai de Dourados, José Vitor, novas nomeações para os braços regionais da Fundação não devem ser prioridade da nova presidência do órgão.

“Os órgãos regionais não tem influência sobre o processo de demarcação de terras indígenas”, explica José Vitor. Com isso, as coordenações regionais da Funai ficam de lado. Ele explica que não há uma comunicação fixa entre a regional de Dourados e Brasília.

Apesar de não conhecer o general Franklinberg, José Vitor encara a nomeação com normalidade. “Ele já era um diretor, é um trâmite comum que após a exoneração do presidente um diretor do órgão assuma como interino”, considera.

Franklinberg, que atuava como diretor de Sustentação Ambiental na Funai, foi nomeado no lugar de Toninho Costa, exonerado na última sexta-feira (5). O ministério da Justiça afirma que a troca no comando da Fundação decorre da necessidade de uma “atuação mais ágil e eficiente, o que não vinha acontecendo”.

Jornal Midiamax