Categoria espera resposta sobre imunização

A morte do professor Edevaldo Souza Prado, de 57 anos, vítima de H1N1 e a suspeita de que dois alunos da Escola Municipal Consulesa Margarida Maksoud Trad estejam contaminados preocupa professores da rede pública de Campo Grande.

O presidente da ACP (Sindicato Campo-grandense dos Profissionais da Educação Pública) Lucílio Nobre, admite que a categoria está “assustada”.

Segundo o presidente do sindicato, a titular da Semed (Secretaria Municipal de Educação), Leila Machado, disse à categoria que solicitou seis mil doses à SES (Secretaria de Estado de Saúde), no entanto, até o momento as imunizações não foram disponibilizadas para os professores.

Suspeitas de casos de  H1N1 em escola deixa professores com medo“A categoria está preocupada. A ACP tem tomado as providências, cobrado das autoridades. Pedimos urgência. Os professores fazem parte do grupo de risco e isso está na lei”, frisa.

Nobre destaca ainda que os professores mantêm contato com um número significativo de estudantes e que por isso são mais expostos ao risco de contaminação. “Os professores lidam com mais de 300 alunos por dia, precisam ser vacinados”, observa.

O presidente da ACP ressalta ainda a possibilidade de judicializar a obrigatoriedade da disponibilização das vacinas e máscaras para professores e alunos. “Toda a comunidade escolar precisa se proteger. A importância da vida é para todos”, declara.

Até o momento o município não se posicionou a respeito da distribuição de vacinas para os professores. Por recomendação da Semed (Secretaria Municipal de Educação), a direção da Escola Municipal Consulesa Margarida Maksoud Trad, localizada no Bairro Estrela Dalva I em Campo Grande, onde dois irmãos do 2º e 3º ano do Ensino Fundamental estão com suspeita de H1N1, pede para que as crianças, professores e administrativos com sintomas de gripe permaneçam em casa até que se recuperem.

Na tarde dessa terça-feira (24), e as atividades serão retomadas na próxima segunda-feira (30). A diretora-adjunta, Gladimar Mariano Cáceres, explica que o feriado prolongado foi antecipado para que seja observado se alunos, professores ou funcionários administrativos apresentam algum sintoma da doença.

Mortes por H1N1 –

A doença já matou 22 pessoas em Mato Grosso do Sul, apenas em 2016. Até o momento são sete mortes em Campo Grande, quatro em Naviraí, duas em Três Lagoas e Aquidauana, uma em Jardim, Caarapó, Corumbá, Coxim, Juti, Maracaju e São Gabriel do Oeste. Além de uma morte por influenza B uma cepa da gripe A, registrada na Capital.

O novos casos de morte por H1N1 devem ser inseridos no próximo boletim epidemiológico, que será divulgado pela SES nesta ainda hoje.