Cotidiano

Prefeitura diz que fiscais cumpriram seu papel ao confiscar faixas de grevistas

Radiologistas em greve tiveram faixas confiscadas por fiscais da Semadur

Midiamax Publicado em 08/04/2015, às 18h55

None
img-20150408-wa0066.jpg

Radiologistas em greve tiveram faixas confiscadas por fiscais da Semadur

A Prefeitura de Campo Grande declarou, via assessoria, que os fiscais cumpriram seu papel ao confiscar as faixas dos radiologistas em greve que protestam em frente do Paço Municipal nesta quarta-feira (8).

Através da Semadur (Secretaria Municipal de Meio Ambiente e Desenvolvimento Urbano), a administração municipal explicou o motivo da ação. “Conforme Lei Complementar n. 67, em seu artigo 86,é vedado pichar ou afixar cartazes, faixas, placas e tabuletas em muros, fachadas, árvores ou qualquer tipo de mobiliário urbano”.

Abuso de poder

Os profissionais de radiologia, que estão em greve desde segunda-feira (6), acusam a Prefeitura e a Semadur de abuso de poder. Segundo eles, as faixas e o material usado para protestar, em frente da Prefeitura, foram injustamente confiscados, já que a manifestação é um direito assegurado pelo artigo 5º da Constituição Federal.

De acordo com a radiologista membro da comissão de negociação com a Prefeitura, Silvane Dantas, os fiscais e os guardas não deram nenhuma explicação ao confiscar o material de protesto. “Chegaram sem falar nada e recolheram tudo. Pelo que sabemos, todos têm o direito à livre manifestação. Assim, foi abuso de poder”, reclama.

A servidora ressalta que não há motivos para o poder público agir desta forma. “Nossa manifestação é pacífica, não fazemos barulho e deixamos tudo limpinho depois que terminamos. Não sabemos por que fizeram isso”, frisa.

Reivindicações

Os radiologistas, responsáveis pelo serviço de raios X, anunciaram, na última segunda-feira (6), a paralisação das atividades por 72 horas. Entre as principais reivindicações estão: o pagamento do adicional de insalubridade de 40%; o cumprimento do piso nacional de R$ 1.480 (é pago, na Capital, R$ 1.243); e a vistoria para saber se há vazamentos de radiação nos locais de trabalho (que não é feita há cinco anos).

Negociações

Na tarde desta quarta-feira (8) haverá uma reunião entre a Prefeitura e o Sinterms (Sindicato dos Técnicos e Auxiliares em Radiologia das Empresas Públicas e Privadas do Mato Grosso do Sul) a fim de discutir o impasse. Segundo o sindicato, caso não haja um acordo, a greve que terminaria na manhã da próxima quinta-feira (9), será estendida por tempo indeterminado.

Jornal Midiamax