Cotidiano

Guardas tentam deter homem e novo confronto com população é registrado

Confusão ocorreu terça-feira (30) na UPA Universitário

Midiamax Publicado em 01/07/2015, às 19h18

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Confusão ocorreu terça-feira (30) na UPA Universitário

A demora no atendimento médico causou confusão generalizada na UPA (Unidade de Pronto Atendimento) do Bairro Universitário, em Campo Grande. O caso foi parar na polícia na tarde dessa terça-feira (30) depois que guardas municipais foram hostilizados por populares – o boletim de ocorrência foi registrado como desacato.

A equipe de reportagem do Jornal Midiamax recebeu um vídeo, onde dois homens da GCM (Guarda Civil Municipal) tentavam imobilizar um homem. Consta no boletim de ocorrência que ele se exaltou depois de ter ido à UPA em busca de atendimento para a esposa. Ele teria passado horas esperando e por isso se revoltou e xingou um médico da unidade, no fim da manhã. O homem teria dito que a esposa foi vítima de omissão de socorro. 

Veja o vídeo:


Clique aqui para assistir ao vídeo.

Mais tarde, por volta das 16 horas, conforme informações policiais, a guarnição da GCM foi acionada para atender a uma ocorrência de briga generalizada na unidade de saúde. 

Ainda revoltado com o tempo de espera, o homem teria passado a agredir verbalmente os funcionários da UPA e feito ameaças de morte aos guardas. Tal atitude fez com que dois agentes da GCM tentassem controlar o homem, mas ele reagiu e chegou a cair ao chão. No vídeo, inclusive, é possível ver a ação dos agentes e um grupo de pessoas impedindo a atitude deles, chegando a ofendê-los.

O médico que teria sido xingado pelo homem também procurou a polícia e confirmou o ocorrido. O possível autor das agressões, de acordo com o boletim de ocorrência, apresentou outra versão e negou que tenha feito xingamentos ou cometido agressões e afirma que foi espancado pelos guardas. Ele disse à polícia ainda que gravou um vídeo que provaria a ação dos agentes, mas, tais imagens, conforme registro da ocorrência, não mostram o homem sendo agredido.

Greve dos enfermeiros

Tanto a Sesau (Secretaria Municipal de Saúde Pública) como a Guarda Civil Municipal foram procuradas pela equipe de reportagem do Jornal Midiamax para explicar o ocorrido. Por meio de nota de esclarecimento, as duas explicaram que o atendimento nas unidades de saúde está mais devagar em virtude da greve dos enfermeiros da rede, que perdura há 12 dias em Campo Grande.

“A Secretaria Municipal de Saúde Pública informa que o atendimento de ontem (30/06) na UPA Universitário estava dentro da normalidade, com o quadro médico completo, sendo cinco clínicos gerais. A demora no atendimento dos pacientes de ficha azul (classificação de risco com menor gravidade) ocorreu, pois em grau de prioridade é menor e ainda pela greve implantada pelos enfermeiros, que são responsáveis por pequenos procedimento, como a triagem desses pacientes. A Sesau compreende que em situações de doença os pacientes ficam mais vulneráveis emocionalmente, no entanto, a secretaria prima pelo respeito e bom relacionamento entre pacientes e profissionais, ressaltando ainda que as unidades 24 horas priorizam casos de urgência e emergência”, diz a nota da Sesau.

A Guarda Municipal, por sua vez, explica:

“A Guarda Municipal está atuando na segurança dos servidores dos UPAs, bem como na preservação do patrimônio. O fato foi que um GCM sofreu agressão pelo cidadão que se evadiu do local. O guarda foi para a Depac Piratininga fazer o boletim de ocorrência. O problema instalado na UPA se deve à greve dos enfermeiros. Com a demora do atendimento a Guarda Civil Municipal continuará na defesa dos servidores e do patrimônio, dentro dos limites legais”.

Jornal Midiamax