Cotidiano

Governo endurece e não avança em negociação com professores da UFMS

Nova reunião deve ocorrer até o começo da próxima semana

Thatiana Melo Publicado em 28/07/2015, às 15h46

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Nova reunião deve ocorrer até o começo da próxima semana

Há 43 dias em greve, os professores da UFMS (Universidade Federal de Mato Grosso do Sul) não conseguem avanços nas negociações com o governo federal, em relação ao reajuste pedido pela categoria de 27%.

De acordo com informações do diretor financeiro da Adufms (Associação dos Docentes da Universidade Federal de Mato Grosso do Sul), Marco Aurélio, na última reunião realizada em Brasília, no dia 22 deste mês, o governo não ofereceu nenhum percentual a mais. Já na questão da reestruturação das carreiras dos servidores, Marco Aurélio ressalta que o governo afirmou usar os índices oferecidos no reajuste salarial.

“Existe muita disparidade entre os professores, uns ganham R$ 2 mil e outros recebem R$ 5 mil, e com estes índices é impossível reestruturar as carreiras”, explica.

Segundo o diretor financeiro com os índices apresentados de 5,5% para 2016, o valor a ser utilizado para a reestruturação seria de R$ 1 bilhão e 200 milhões, mas, os valores necessários para colocar fim às disparidades seriam de R$ 5 bilhões.

Marco Aurélio fala que uma nova reunião deve acontecer até o começo da próxima semana, no MPOG (Ministério do Planejamento, Orçamento e Gestão), em Brasília. E que uma contraproposta feita pela universidade federal do Maranhão, de um reajuste de 22% divididos em duas vezes será avaliada em uma assembleia nesta quarta-feira (29) pela nacional.

“Vamos ver se enviamos esta contraproposta para o governo, ou se mantivemos o percentual de 27%”, fala. Na próxima semana uma caravana deve sair de Mato Grosso do Sul rumo à Brasília para manifestações em frente ao Congresso Nacional.

Outra preocupação dos docentes é quanto aos cortes anunciados pelo MEC (Ministério da Educação), de 50% no custeio e 10% em investimentos. “Ainda não temos dimensão de como isto afetará as obras e os cursos na universidade federal”, ressalta.

Jornal Midiamax