Cotidiano

Esposa de vítima de erro médico que resultou em óbito será indenizada

Município de Campo Grande terá que pagar R$ 572 mil por falhar no atendimento

Midiamax Publicado em 28/04/2015, às 20h27

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Município de Campo Grande terá que pagar R$ 572 mil por falhar no atendimento

A esposa de jovem que morreu após erro médico será indenizada em R$ 572.941,36 pelo Município de Campo Grande. Leonardo Santana de Brito morreu no dia 15 de janeiro de 2010, no UPA Vila Almeida. A decisão da Justiça veio após ser constatado que houve erro médico.

Segundo Laís Bordado, de 26 anos, houve descaso por parte dos profissionais da unidade de saúde. Confira o caso relatado pela esposa da vítima passo a passo abaixo.

Leonardo passou mal no último dia 13 por volta das 10h. Ele estava com dores no corpo nos olhos e com febre alta de 39,5 C°, quando procurou o UPA Vila Almeida. A médica de plantão o examinou e o medicou com dipirona, paracetamol e solicitou um hemograma completo junto com exame de sangue e urina. Em seguida, a médica teria informado que ele estava com suspeita de dengue e pediu para que ele retornasse no dia seguinte.

Já no dia 14 de janeiro, ambos retornaram ao Vila Almeida, onde Leonardo foi atendido pela mesma médica, que teria dito que os exames dele estavam normais e que ele continuasse com os mesmos medicamentos e que retornasse no dia seguinte.

No dia em que faleceu, 15 de janeiro, Leonardo foi cedo até o posto de saúde do Conjunto José Pereira, onde a consulta teria ficado marcado para às 13h. Com isso, ele retornou para casa. Porém, como estava passando mal, Leonardo resolveu não esperar até às 13h e decidiu ir até o UPA. Chegando lá, teria sido atendido por uma técnica de enfermagem e posteriormente foi levado para o repouso.

Ainda segundo Laís, o médico o atendeu por volta das 12h. Leonardo se queixou de muita dor no peito e falta de ar. O médico teria o examinado e lhe disse que o seu pulmão estava limpo, que iria passar uma medicação e posteriormente fazer o raio-X.

Após ser medicado, Leonardo continuou a piorar, suava excessivamente, vomitava, tossia muito e que sua falta de ar continuava. Por volta das 12h45min Laís disse que ele se sentou e gritou por socorro. “Ele disse socorro, pelo amor de Deus”.

No momento uma enfermeira foi até local, depois até o setor de emergência para chamar um médico de plantão, mas ele não veio. “Ele já estava com as unhas e o rosto roxo”, conta Laís. Auxiliado por sua esposa, Leonardo teria ido até a emergência às 13h, quando o médico o examinou e passou inalação medicamentos.

Após isso, o médico teria informado que Leonardo estava com um edema pulmonar e que ele precisava ser transferido para um hospital imediatamente. “O médico olhou o resultado dos dias treze e quatorze e solicitou uma vaga na central através de seu próprio celular, retornou e disse que não havia vaga. Eu perguntei se ia demorar muito, ele disse que poderia demorar de 10 minutos a 6 horas e que dependia da central”, disse Laís.

Brito não resistiu e morreu no posto de saúde do Vila Almeida.

Jornal Midiamax