Cotidiano

Especialista diz que ‘marcas de ET’ encontradas em milharal de MS são falsas

Ufólogo diz que o que foi encontrado do milharal está longe de ser um fenômeno extraterrestre

Gerciane Alves Publicado em 16/07/2015, às 19h36

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Ufólogo diz que o que foi encontrado do milharal está longe de ser um fenômeno extraterrestre

O vídeo de algumas marcas encontradas em uma plantação de milho em Sidrolândia, cidade a 70 quilômetros de Campo Grande, vem chamando a atenção da população desde que foi divulgado na última teça-feira (13) no Facebook. Mas segundo o Ufólogo e editor-chefe da revista UFO Ademar José Gevaerd, o que foi encontrado do milharal está longe de ser um fenômeno extraterrestre.

Segundo Gevaerd não há qualquer indício de que as marcas deixadas no milharal sejam Crop Circles (Círculos Ingleses), no Brasil chamados de agroglifos, que são as figuras geométricas deixadas por naves extraterrestres nas plantações. “Não aconteceu nada naquela fazenda. Agroglifos são totalmente diferentes do que foi encontrado lá”, diz o ufólogo.

O ufólogo, que tem mais de 30 anos de experiência em pesquisa sobre agroglifos, conta que até hoje o único caso ufológico comprovado no Estado aconteceu em 1982 no estádio Morenão, em Campo Grande. “Na época, eu tinha 20 anos e morava em Maringá. O fenômeno chamou tanta a minha atenção que resolvi mudar para Campo Grande”. 

A partir deste caso em que pessoas dizem ter visto um disco voador sobrevoando o estádio durante partida entre Operário e Vasco, Gevard passou a estudar todas as regiões de Mato Grosso do Sul, principalmente o Pantanal. “Conversei com testemunhas, ouvi casos de pessoas que viram um ‘trem’ queimando o pasto, estudei a Serra de Maracajú e a de Bodoquena, mas não há nenhuma confirmação de algum fato”, explica o ufólogo que morou por 28 anos na Capital, mas acabou voltando para sua cidade natal.

Ele ainda destaca que a única cidade brasileira onde estes fenômenos foram comprovados e continuam acontecendo todos os anos é Ipuaçu, em Santa Catarina onde desenvolveu um projeto de pesquisa durante 5 anos. O Ufólogo conta que todos os anos nos últimos dias de outubro e os primeiros dias de novembro as marcas aparecem nas plantações.  

Indagado sobre o que pode ter causado as marcas na plantação de milho em Sidrolândia, o ufólogo ressalta que com o conhecimento que tem na área pode afirmar que não foram ETs.

Jornal Midiamax