Cotidiano

Clientes sentem falta das agências bancárias apenas para trocar cheques

Greve dos bancários entrou no 10° dia com 95% das agências fechadas em Campo Grande

Wendy Tonhati Publicado em 15/10/2015, às 13h46

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Greve dos bancários entrou no 10° dia com 95% das agências fechadas em Campo Grande

A greve dos bancários completou 10 dias nesta quinta-feira (15), e nas agências da área central de Campo Grande, a maioria da população diz que está conseguindo fazer os serviços essenciais pelo caixa eletrônico e pela internet. O problema tem sido com aos cheques e o pagamento de contas com valores acima de R$ 1 mil. 

O contador Jander Sanches foi um dos que teve problema com o cheque, principalmente por conta do trabalho, pois geralmente recebe desta forma. “Precisava de um talão novo e fica difícil. Está prejudicando bastante para sacar e trocar quando é de outros banco”. Sobre a greve, o contador diz que é justa. “Se eles precisam do salário, o problema é que às vezes prejudica quem precisa do banco”. 

O entregador Daniel Rezende diz que trabalha há vários anos neste serviço e já enfrentou outras greves de bancários, por isso, já sabe o que fazer para fugir dos problema. “Enrola um pouco mais, mas está tranquilo usar o caixa eletrônico. O problema é pagar as contas nas Casas Lotéricas, que estão ficando cheias”. 

O vigia Tonny Carlos diz que está com problemas com relação à fatura do cartão. Ele pagou o valor, mas o banco não liberou o crédito. Ele procurou a agência para tentar resolver, mas desde a quarta-feira (14), não conseguiu uma solução. “Falaram para voltar as 10 horas e ver se o rapaz vai conseguir resolver”. Sobre os caixas do banco, ele diz que alguns estão com dinheiro e outros não. “Deu certo sacar porque um caixas está com dinheiro. Toda greve prejudica, mas é justa se eles acham que estão ganhando pouco. O problema é que tem gente com dificuldade mais do que a minha”. 

Durante a manhã desta quinta, várias pessoas conseguiram fazer o que precisaram usando só o caixa eletrônico. Joaquim Duque Filho, cozinheiro diz que conseguiu conferir o saldo pelo caixa eletrônico . “Por enquanto está dando conta”. Marlene Aparecida de Jesus, que trabalha com serviços gerias, diz que só usa os bancos para sacar dinheiro e que até agora, não teve problema. A dona de casa Elisângela de Almeida também resolveu rapidamente no caixa eletrônico o que foi fazer no banco. “Não prejudicou até agora”. 

O aposentado Antônio Denadai foi um dos que ficou revoltado. Ele não conseguiu depositar um cheque e nem pagar uma conta com valor superior a R$ 1 mil. “Tinha que pagar uma conta, mas não consegui por causa do valor. Também vai receber nas Loterias por que é mais de R$ 900. Vou tentar em outro banco, mas isso é um desrespeito. Tinha que ficar pelo menos uma pessoa disponível para orientar as pessoas. Ontem tinha uma senhorinha que não sabia usar o caixa eletrônico”, protesta. 

Greve

Com 95% da agências fechadas na região de Campo Grande, o sindicato dos bancários diz que a Fenaban (Federação Nacional dos Bancos) não acenou com uma contraproposta. A categoria pediu pediu reajuste de 16% -sendo 5,6% de aumento real e 9,88% referentes à perda da inflação, além de mais contratações e segurança. A Fenabam (Federação Nacional dos Bancos) concordou em 5,5%, no entanto, a proposta foi rejeitada pela categoria. 

De acordo com o presidente do Sindicário (Sindicato dos Bancários de Campo Grande e Região) Edvaldo Barros, os banqueiros não sinalizaram uma nova proposta. “O setor bancário continua lucrando como sempre. As tarifas aumentaram bastante. É um setor que não tem porque não conceder o aumento e está prejudicando os bancários”. 

A categoria diz que não motivo para os banqueiros demitirem funcionários e reivindica mais contratações, garantia de emprego, fim da terceirização e fim do assédio moral com relação à cobrança de metas.  

Jornal Midiamax