Cotidiano

Cansados de ‘inoperância’, moradores organizam borrifação contra a dengue

Campanha passará de casa em casa no Santa Carmélia neste domingo

Midiamax Publicado em 24/04/2015, às 18h34

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Campanha passará de casa em casa no Santa Carmélia neste domingo

Cansados da “inoperância da Prefeitura”, moradores da região do Imbirussu organizam campanha de borrifação contra a dengue na manhã deste domingo (26), no Santa Carmélia. Segundo o organizador Miguel Chileno, presidente do Conselho Regional Urbano do Imbirussu, a ação vem para tentar suprir os problemas que a Prefeitura não consegue evitar.

“A borrifação nos municípios e terrenos da Prefeitura não passa por nossa região. Por conta dessa inoperância resolvemos nos virar”, explica Chileno. Depois de fechar parceria com empresa, o grupo passará de casa em casa no Santa Carmélia oferecendo borrifação nas casas por preço “bem mais baixo”. Os terrenos baldios também serão borrifados, gratuitamente.

Segundo o presidente do Conselho Regional Urbano do Imbirussu, a ação é a primeira de muitas. “Vamos começar no Santa Carmélia e depois vamos fazer no Jardim Petrópolis, no Sílvia Regina, no Santo Antônio e em todos os 28 bairros da região”, lista.

A campanha de borrifação começa a partir das 8 horas deste domingo, saindo da Rua Otávio Cavalcante da Cunha, no Santa Carmélia.

Na Capital, já foram registrados 3.263 casos de dengue em 2015, uma média de 28 por dia.

Prefeitura diz que já foi ao local

A Prefeitura declarou que o perímetro da região urbana do Imbirussu recebeu atendimento por parte do CCZ (Centro de Controle de Zoonoses), quando foram feitas borrifações no ambiente externo em ciclos que vão de três a cinco aplicações por bimestre, em média.

A administração municipal fez questão de frisar que desde janeiro ocorrem regularmente atividades de prevenção da dengue na região.

A Prefeitura ainda alertou para o risco de aplicar borrifação sem o protocolo “uma vez que a população não tem conhecimento do tipo de inseticida autorizado pelo Ministério da Saúde e nem da metodologia de aplicação, o que pode resultar em grande impacto ambiental e perigos à saúde das pessoas”.

(Matéria editada às 16h46 para acréscimo de informações)

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