Cotidiano

Bernal despreza decisão de Olarte e diz que Cidade de Deus não vai para o Noroeste

Prefeito ainda não anunciou novo local para transferência das famílias

Kemila Pellin Publicado em 20/11/2015, às 21h32

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Prefeito ainda não anunciou novo local para transferência das famílias

O prefeito Alcides Bernal decidiu ignorar as medidas tomadas pelo ex-prefeito Gilmar Olarte, que visavam realocar as mais de 240 famílias da favela Cidade de Deus para um terreno no Jardim Noroeste, e anunciou que a área de 4.881 metros quadrados, desapropriada em 7 janeiro deste ano, está fora dos planos da Prefeitura. Segundo o atual prefeito, as famílias devem ser transferidas para um local definitivo, mas não deu detalhou onde, e quando isso será feito.

“Já solicitei a SAS (Secretaria Municipal de Assistência Social) que dê atenção a todas as pessoas que moram lá. Já estamos trabalhando, só não vou anunciar o local, mas não vão para o Noroeste. Vamos retirar essas famílias para abrigá-las em um local que vai lhes dar a segurança necessária, mas não será no Noroeste”, afirmou na manhã desta sexta-feira (20).

O prefeito também foi questionado sobre possíveis cortes do fornecimento de energia, como aconteceu mais de uma vez durante este ano, e afirmou que a situação não voltará a se repetir. Vou solicitar para que não haja corte nenhum de energia, até porque o fornecimento, seja para quem for, é um fator de dignidade humana. Energia e água são questões de segurança, de dignidade e aquelas famílias que estão cadastradas vão ter o respaldo que a administração pública deve dar”.

Desapropriação

No dia 7 de janeiro de 2015 a área foi declarada de utilidade pública para fins de desapropriação. A época a Prefeitura pretendia cumprir o acordo judicial e fazer a remoção de todas as famílias até a segunda quinzena de janeiro.

O executivo municipal ainda precisaria cumprir um prazo estipulado de 90 dias, após o reassentamento das famílias, para proceder o cadastramento e inclusão delas em programas habitacionais, de qualificação e treinamento de mão de obra. Até o momento nenhuma das determinações foi cumprida. 

Jornal Midiamax