Cotidiano

Moradores convivem em meio a mato e buracos em Amandina

Nos últimos anos os moradores do distrito de Amandina, pertencente ao município de Ivinhema, vivem um drama: o retrato de abandono é público e notório para quem passa nas ruas próximas ao centro do distrito. Um dos principais quarteirões do centro de Amandina está tomado por mato e um antigo comércio abandonado está caindo aos pedaços. […]

Arquivo Publicado em 26/03/2010, às 10h27

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Nos últimos anos os moradores do distrito de Amandina, pertencente ao município de Ivinhema, vivem um drama: o retrato de abandono é público e notório para quem passa nas ruas próximas ao centro do distrito.


Um dos principais quarteirões do centro de Amandina está tomado por mato e um antigo comércio abandonado está caindo aos pedaços. Segundo apurou a reportagem, boa parte daqueles terrenos pertence a um fazendeiro da região, que os deixa no abandono.


Alguns moradores reclamam da falta de manutenção das ruas por parte do Poder Público, sendo que, em algumas delas, há uns trechos de asfalto, porém, em sua maioria, as ruas são de terra e estão tomadas pelo mato. Um trecho da rua Zentaro Miguita, uma das principais do distrito e que dá acesso à Escola Estadual Joaquim Gonçalves Ledo, tem um trecho que está tomado pelo mato e por buracos. “Isso aqui está parecendo uma fazenda, pois quando tenho que ir para a escola durante a noite, tenho que dar uma volta porque dá medo passar por aqui”, disse uma estudante.


No ano passado, a reportagem do Nova News, mostrou a situação que se encontrava o distrito e segundo alguns moradores foram realizados alguns reparos em determinadas ruas, mas a situação continua difícil. O distrito conta com pouco mais de quatro mil habitantes, sendo responsável por mais de 30% da arrecadação do município de Ivinhema, não tem sequer um sistema de coleta de lixo, ficando dependendo de um caminhão que vem uma vez por semana recolher o lixo doméstico das residências.


Outra reclamação dos moradores é que o distrito não conta um banco postal e nem mesmo um caixa de alto atendimento. “Quando vamos receber nossas aposentadorias temos que apelar para o ônibus ou mesmos pagar um taxi, aonde já vai uma boa parte de nossos recursos”, disse um aposentado.


“Fizeram o maior barulho dizendo que iria instalar uma usina aqui, mas ficou só no barulho, se nós quisermos buscar uma renda melhor, temos que procurar um emprego em Nova Andradina”, explicou um jovem de apenas 21 anos de Idade. Ainda em Amandina, há uma comissão que luta há vários anos na tentativa de emancipar o distrito, porém acaba esbarrando na burocracia, pois a exigência de algumas certidões acaba impedindo o andamento do processo.

Jornal Midiamax